Lembram daquela época de loucuuuura em relação a esmaltes e unha? Acho que 2009/2010 foi o auge. Pois é, eu participei da febre, comprei milhões de esmaltes (que acabaram doados antes de vencer), aprendi a fazer minhas próprias unhas e praticamente abandonei os salões de beleza. Ao contrário da maioria das mulheres, eu detesto passar uma tarde, quiçá dia, em um salão. Eu adoro sair dele toda arrumadinha, mas as horas lá são intermináveis. Tenho até depressão pré-salão, quando sei que vou fazer algo mais demorado por lá (tipo luzes).
Aí nos últimos 6 meses comecei a ter muita preguiça de fazer as minhas próprias unhas também . De vez em quando voltava à manicure, mas me deparei com uma geração completamente despreparada: demoradas (1 hora pra fazer uma mão !!), bifeiras (saía sangrando e mancado toda vez). Ia de salão em salão, incluindo os chiques, e sempre saía igual a Scalett O’Hara (nunca irei à manicure novamenteee!).
Até que finalmente me indicaram uma salãozinho escondido perto de casa. Pequeno, mas com duas manicures ao mesmo tempo, cada uma fazendo sua parte (pé ou mão) em trinta minutinhos, sem cutucadas agressivas em cutículas, em meia hora estava com essa mão de rica aqui, ó:
Esse esmalte é o Garota da Capa da Avon. Para esmaltes dourados, o limite entre o rico e orkutizado é muito pequeno, mas ainda achei esse mais pro rico. Outros esmaltes que acho chiques são o Gelo da Colorama e o Crochê da Impala. Ou então um vermelho bem aberto, tipo o Tomate. É nessa vibe que estou agora, nada de rosa choque nas minhas mãozinhas.
P.S: o blog tá muito parado, infelizmente meu trabalho ainda vai ser o cão até julho, mas depois melhora. E como estou entrando em férias onde vou ficar mais parada, vou atualizar mais durante elas…
Estava vendo a listinha de sugestões de posts, e vi essa pergunta antiga que alguém fez, que é bem interessante. Quem aqui nunca ouviu “meniiina, não usa antitranspirante, porque dá câncer“. Antitranspirantes/antiperspirantes são os desodorantes que, além de anular odores desagradáveis, ainda tentam diminuir a liberação de suor na área. Basicamente todos que você conhece são assim.
Eles funcionam porque contém íons de alumínio que bloqueiam alguns canais das glândulas que produzem o suor. Esse bafafá crônico relacionando esses produtos ao câncer de mama, se deve a alguns fatos.
1)Grande parte do tecido mamário se estende pelas áreas da axila (no quadrante lateral superior), sendo por isso a área com maior frequência de cancer de mama. Como essa área coincide com onde passamos o desodorante, deu-se origem a essa confusão.
2) Como dito, esses produtos usam sais de alumínio; então houve a preocupação em relação à absorção do mesmo pela pele e seus potenciais danos.
3) Um artigo do Journal of Toxicology de 2003 chamado “Underarm cosmetic and Breast cancer” mostrava concentração alta de parabenos (um conservante) em amostra de tecido mamário de mulheres que usavam antiperspirante. Como o parabeno poderia simular a ação do estrógeno em células cancerígenas e o estrógeno está envolvido na gênese do câncer de mama, fez-se o auê. No mesmo exemplar da revista o estudo foi contestado, principalmente pela pequena quantidade de mulheres que foram testadas.
Aqui está o que o INCA diz a respeito, e o parecer técnico da Anvisa está aqui e termina assim:
“Após avaliação dos dados apresentados na literatura cientifica, de divulgação e orgãos de regulamentação, podemos inferir que até o presente momento não foram apresentados dados capazes de inferir a relação sais de alumínio / incidência de câncer de mama, embora a abordagem absorção de sais de alumínio deva continuar na mira dos pesquisadores da área”.
Basicamente, em relação ao câncer, por ora, podemos ficar tranquilas. Mas alguns seriam realmente possíveis causas de irritação local, segundo a American Cancer Society. Cabe a cada uma decidir o que fazer. A maioria dos desodorantes que vemos nas prateleiras é antitranspirante e contém alumínio. Eu nem sei dar dica de algum que não seja. O meu desodorante “Garnier Bí-o Relax” (amoo) é antitranspirante também, e não estou preocupada. :) Só não vale fazer progressiva com formol (esse sim, comprovadamente cancerígeno) e ficar preocupada com essas coisas. Coerência, people, coerência…
Como eu sei que pode surgir a dúvida, antiperspirante e antitranspirante são a mesma coisa, sendo que essa primeira palavra nem se encontra no meu dicionário favorito, o Houaiss.
Acho que vocês já conhecem aquele site Elo7, que reúne um trilhão de lojas/coisas de artesanato, né? É muito legal gastar horas lá pra escolher alguma coisinha que precisamos para casa. Queria dividir essa dica de algo muito legal para quem quer decorar o quarto de crianças ou mesmo “enfofizar” o seu próprio ou dar um ótimo presente. Essa luminária de casinha da loja Mini Mini Houses é a coisa mais fofa do mundo.
Tem outros modelos na loja, mas acho que a mais legal é essa que minha irmã comprou faz uns 6 meses. É uma luminária fraquinha (com botão para apagar/acender luzes) também. O acabamento é perfeito, os detalhes também, pintada à mão, impressionante a fofura. A gente comprou pra dar de presente também, e ela tem um efeito muito sedutor sobre as crianças (meninos e meninas), o que pode ser um problema, já que não é à prova daquelas terríveis mãozinhas. É mais decorativo mesmo… então tem que levar a idade da criança em conta.
Beijos!
Ufa, ainda bem que já deixei claro que sou paga-língua. Eu odiava e nunca havia comprado saia longa, sequer havia experimentado uma, por “saber” que ia ficar ruim. Muito difícil não me sentir uma anãzinha de jardim com uma dessas, viu? Fora a sociedade toda falando na minha orelha que baixinha não pode usar saia longa. Só que quando vi essa saia, nessa loja, apaixonei com a estampa. E a vendedora, menor que eu, estava uma gracinha com ela. Fora que o acabamento é perfeito, o toque delicioso. Senti que a hora era essa!!
Eu ainda não consigo usar isso com rasteirinha ou sapato sem salto. Então foi uma luta para eu achar um sapato de salto que não ficasse bizarrão com o look. O único que deu certo foi esse velhinho da Arezzo. Hoje em dia tá na moda saia arrastando no chão (arrastando MESMO), mas eu acho muita porcaria, com esse tanto de cachorrinho de madame fazendo cocô em nossas ruas. Um cinto largo marcando a cintura ia ficar legal, né? Mas não tenho um!
Camisa e saia : Maria Filó Sapato: Arezzo
Eu pretendo otimizar esse look para um programinha mais importante qualquer dia desses. Ah, ainda não pirei pra carregar bichinhos de pelúcia por aí. É que minha sobrinha “me obriga” a carregar esse carneirinho toda vez que vou na casa dela, por causa de uma brincadeirinha que inventei há séculos: “o boi mordeu a orelha do carneirinho, o carneirinho está triste, titia vai cuidar dele“. Agora aguenta, né titia?
Como sugestão da vendedora, levei essa camisa. Aí fui ver no site que é do jeito que tá no lookbook da loja. A saia também ficou ótima com várias outras camisas que eu tenho. O interessante é que, pelo catálogo, essa saia é para ser midi, não tinha percebido. Essa modelo de 1.80m fica maravilhosa. Aliás, quero esse colar e esse cinto! “Especialista” em moda é isso aí, tem que copiar o catálogo da loja inteiro pra ficar bom. kkk
Hoje, 17 de março, é dia de São Patrício, um dos padroeiros da Irlanda. Seus símbolos são o trevo, a cor verde e a cerveja. Ao longo das últimas semanas tenho vistos vários posts com dicas de maquiagem verde, looks verde, etc, em comemoração à data. Resolvi escrever um pouquinho, mas com outro foco.
Eu adoro idiomas, incluindo o inglês, e adoro manifestações de outras culturas. Respeito muito e sou muito curiosa a respeito (lembram do post da Black Friday?). E acho que o fato de incorporarmos coisas típicas de outros locais (Halloween, Thanksgiving, Saint Patrick’s, etc) não quer dizer que estejamos deixando as nossas próprias de lado (incluem obviamente as de origem portuguesa e africana – Festa Junina, Carnaval, Frevo, Boi Bumbá, Festa de Reis, Congado).
Até que, em 19 de março do ano passado, inocentemente saí de carro com meu meu pai pretendendo atravessar a região da Savassi (famosa aqui em BH). Tinha um milhão de pessoas vestindo verde, em sua maioria adolescentes e jovens de uns vinte e poucos. Todos com cerveja na mão, muitos dos quais trêbados, ocupando as ruas, desrespeitando o tráfego de carros, pulando de propósito na frente dos carros em movimento(oi?), inclusive do nosso. E, claro, deixando um rastro de sujeira na área toda. Na hora, tive um insight que deveria ter algo a ver com o Dia de São Patrício. Meu pai, Policarpo Quaresma em pessoa, quase teve um infarto ao ouvir isso. Era isso mesmo, a Saint Patrick’s Day Party de BH, até então, festa de rua!
Quem é de BH acompanhou a polêmica para a realização da festa deste ano. Em principio ia ser em um lugar, depois em outro, aí teve liminar contra, mas provavelmente ela vai acontecer hoje mesmo, em um parque-patrimônio de BH. Liberdade é uma coisa simples – quem não sabe usá-la com responsabilidade, não a merece. Esse empurra-empurra de locais para festa teve seus motivos – quem viu o que aconteceu ano passado já imaginou tudo. Os moradores das regiões não querem ver seus parques e ruas depredados.
A outra questão da história – e aqui falo com Mea Culpa – quantos posts sobre festa junina vocês viram ano passado? De Halloween eu lembro de uma penca. Como eu disse, as manifestações de culturas diferentes podem conviver umas com as outras. Mas não é isso que está acontecendo. Aqui está sendo em detrimento da nossa. Porque o que é chique é algo ser “50% OFF” em vez de “50% de desconto“. Para venderem um apartamento, falam que tem “Varanda Gourmet“, quando na verdade é uma “Varanda com uma churrasqueira.” A velha “sala de ginástica” dos prédios virou “espaço fitness” para atrair mais. Outro dia fui comprar um sofá e a vendedora justificava o preço – vangloriando-se que o sofá era italiano. Tem coisa mais jeca falar que algo é chique só porque é importado?
Só me lembra que até os leites na Alemanha têm inscrições de que são “genuinamente alemães, da região”, para poder vender mais. Todo mundo valoriza MAIS a própria cultura, menos os brasileiros. Nelson Rodrigues bem descreveu nosso complexo de vira-latas, dizendo:
“O brasileiro é um narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a auto-estima.”
Sei que a maioria das pessoas apenas quer beber um goró hoje, e nem tá pensando no cunho cultural da coisa. Mas esse ano eu “briguei” com o Saint Patrick’s Day. Igual uma criança de dois anos fica de birra com uma coisa boba qualquer. Meu direito, né? Meu pequeno protesto no meu pequeno blog. Nada de look verde por aqui! E prometo que vou postar sobre minha festa junina esse ano.