31
julho
2016

Como emagreci rápido

Postado por Ana em Fitness

Parece título de propaganda enganosa pra vender produtos mirabolantes, né? Mas calma, eu sou a Ana from the block e, como sempre, não quero vender nadinha pra vocês. Mas é verdade, emagreci aproximadamente 5kg em pouco mais de um mês fazendo a coisa mais simples do mundo: exercício aeróbico. Sim, segurei bem a alimentação nas primeiras semanas também. Mas lembro que há alguns anos eu era totalmente descrente em exercícios, falava que SÓ dieta fazia perder peso. Que, a não ser que você fosse atleta de primeiro nível, não ia emagrecer com exercícios! Realmente, não se entupir de porcarias é parte importante do processo. Mas é uma questão de matemática também. Atualmente perco cerca de 500 kcal em cada “estadia” na academia. Poxa, isso é mais que um jantarzinho meu com pãozinho, franguinho e queijo. Isso é como se eu ficasse sem jantar 3x por semana – claro que ajuda MUITO também! Lembro que em 2012 percebi que até mesmo a musculação me ajudava a emagrecer por manter o metabolismo basal alto. Como comentei aqui, logo no início de janeiro voltei à academia. Na época, me passaram lá um circuito que misturava musculação + aeróbico, que eu deveria fazer 2 vezes seguidas. Até o último momento achei esse circuito mega cansativo, saía morta e, claro, com uma fome de leão. Emagreci um pouco no início (afinal, de novembro a janeiro comi igual porco pro abate), mas depois estagnei. E, pior, como não estava comendo muito bem, comecei até a engordar de novo. Poxa, indo pra academia de 3-4x por semana e engordando?!?!?! Fiquei chateada, daí meu marido (atualmente meu COACH hahahahhaha) me propôs outra tática. Em casa de ferreiro, o espeto é de pau, né? Ele sempre jogava no ar e eu meio que inconscientemente ignorava suas dicas. O problema? A fórmula não foi nada milagrosa: tinha realmente que suar a camisa. De início, ele me disse: faça elíptico 1h30 3x por semana na academia mantendo a frequência cardíaca baixa (65%). O QUÊ????? Isso tudo?

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Como estava realmente determinada, na primeira semana fiquei realmente 1:30 no elíptico. Mas, olha, é muito tempo isso. Pessoal do meu lado vinha e ia, gerações inteiras de pessoas passavam no elíptico e eu ainda estava lá. Isso me deixava bem desmotivada. Ele disse: ok, então, 1 hora. E ainda radicalizou “mas se for pra ficar menos de 40 minutos, melhor nem ir, pois você está gastando pela exposição mesmo“. Achei interessante então, porque com a frequência baixa eu realmente conseguia fazer o exercício sem morrer de cansaço e após ele não me dava aquela fome de leão que dá quando trabalhamos em frequências altas. E, com o tempo, atingir a frequência cardíaca X vai ficando mais difícil, de forma que tenho que ir aumentando o nível/carga, o que acaba torneando os músculos também. O preparo físico melhora como um todo – quando quero dar uma corridinha no final de semana (pra aproveitar o verão né), fica tudo bem mais fácil. Me surpreendi bastante como melhorei.


Faço 1h de elíptico 3x por semana, a uma frequência cardíaca de 65%

Para saber a frequência toda hora, uso o medidor do elíptico mesmo, já que seguro na barra que mede – travo o display na frequência. Para saber o número de batidas que corresponde a 65% , a fórmula é


Frequência cardíaca do treino = (Frequência cardíaca máxima− Pulso em descanso) x Fator + Pulso em descanso

A frequência cardíaca máxima pode ser APROXIMADA pela fórmula [208 - (sua idade x 0,7)] e, para esse tipo de treino o fator é ~ 0,65. O pulso em descanso é o que você medir em um minuto descansada. A título de exemplo, a minha frequência-alvo é cerca de 145 bpm. Não esquecer que a OMS recomenda para os adultos 150 minutos de aeróbico por semana! Ou seja, meus 180 minutos nem são um exagero, viu? Essa recomendação é baseada nos melhores estudos científicos existentes.

Acho o elíptico um exercício bem completinho, até porque faço normal usando os braços. Meus braços melhoraram super. E eles são bem generosos com os meus joelhos, meio bichados de fábrica. Mas eu sei que não posso ficar só no elíptico pra sempre – eu já atingi meu objetivo final de peso, agora estou planejando incluir musculação uma vez por semana pra melhorar a forma. Se eu realmente segurei a alimentação nas primeiras semanas e isso ajudou a emagrecer mais rápido, agora confesso que não estou comendo bem, nem segurando meus desejos, mas de forma que o peso se mantém com o esporte. Isso seria impensável há uns meses, devorar pacotes de biscoitos e de pizza e não engordar. Mas sei que tenho que dar uma seguradinha a mais, pela saúde mesmo. Mas festas e final de semana? Nem a pau, eu mereço ser feliz com comida tambéeem! :)

Sabe, a vida é feita de escolhas. Já vi que não tem como eu querer ter gominhos na barriga trabalhando 40 horas por semana, arrumando a casa, lavando roupas, sendo esposa, falando com a família no skype, estudando línguas e estudando quase diariamente pro trabalho (medicina, baby). AH é, e postando aqui às vezes, respondendo e-mails etc! E está bem assim, não quero/posso abrir mão das últimas coisas – quero manter meu coração saudável e me sentir bem nas minhas roupas! Se um dia eu achar que os gominhos são mais importantes, ok, vai ser praticamente tudo o que faço da vida além de trabalhar. Mas por enquanto não é, e tinha muito tempo que não me sentia tão bem com o meu corpo!

O pulo do gato: como não morrer de tédio

Bom, mas ainda não falei como é que eu tenho conseguido passar 3 friggin’ hours por semana no elíptico!? EU, a pessoa mais entediável ever, que sofre quando faz drenagem linfática por algum motivo, que quer MORRER de tédio quando fica uma hora deitada pra massagem? Que mal conseguia ficar QUINZE minutos fazendo aeróbico antes? Eu amo música, mas haja música né? Simples - audiolivros!

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No Brasil, sei que os audiolivros não são muito amados como aqui. Tentei ouvir audiolivros antes, mas sempre acabava dormindo 3 minutos depois. :) Eu sou tradicional e acho que audiolivros não são livros, assim como água com gás não é água! kkk Jamais ouviria um livro em casa, sabe? Mas no elíptico são minha salvação. Eu baixei o app do Scribd, que te deixa baixar 4 livros por mês (estes ignoro, porque gosto de livro papel) e um audiolivro. Coloco o iphone na braçadeira e assim passo meu tempo. Às vezes distraio e 20 minutos se passaram sem que eu me desse conta! Impagável! Tenho escolhido audiolivros maiores, pra eu não ter que comprar um avulso se o outro acaba antes de um mês. O que estou ouvindo atualmente tem 16 horas. Não parei para olhar, mas acho que no Scribd a maioria, se não todos, são inglês. Acho ótimo, mais um coelho nessa cajadada. Realmente escolho coisas menos complicadas, tipo chick lits mil – daí, caso eu me distraia, não perco o fio da meada. Continuo procurando alternativas ao Scribd, se alguém souber me fala?! Porque a assinatura custa 8 dólares ao mês e pra um audiolivro só acho muito! O grande desafio é realmente sair esgotada do trabalho, até mesmo passar na porta de casa, mas ignorá-la e seguir pra academia. Mas cria-se o hábito após cerca de um mês, até lá é trabalho mental puro. Já planejo no final de semana os 3 dias em que irei, adaptando a eventuais empecilhos à noite. De forma alguma “ah, amanhã eu vou”. É tipo um combinado comigo mesma. E no verão, então?! Acreditam que aquela joça não tem ar condicionado?! Já reparei que alemães têm uma certa sofrência com ar condicionado. Eles preferem deixar uma frestinha de janela aberta pra deixar o frische Luft (ar fresco) entrar, enquanto se malha em um ambiente com sensação térmica de 40 graus. E ninguém reclama! Uma estufa, imagina isso no Brasil?? Sério, isso é dose! Tenho suado muito em julho, mais pelo calor do que pelo exercício. Mas, enfim, criei a rotina e sei que (in)felizmente já já o calorão passa. Como sempre, deixo minha bolsa de academia pronta no carro, daí compro UMA banana orgânica no supermercado que tem lá no prédio da academia (a mulher do caixa já deve me conhecer como a moça da banana) e vou direto pro elíptico. Tento não pensar muito, apenas no livro que estou lendo mesmo! Tem funcionado.

Emagreci, estou cardiovascularmente saudável e tenho adicionado livros literários à minha conta. Win-win-win!

Depois que acumularem mais, faço um post só sobre os audiolivros que “li”, com resenha e nota! Mas pra quem quer começar já, vai de Marian Keyes! Não custa lembrar, antes de começar qualquer exercício físico, sempre consultar um profissional da área! :)

Beijos!

17
julho
2016

Testei: Pigmentclar Serum da La Roche-Posay

Postado por Ana em Beleza, Geral

Testei o produto “errado” religiosamente por 13 semanas - o Pigmentclar Serum da La Roche. Mas vou falar mesmo assim o que eu achei.

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Por mais que eu fale que não vá testar nada de novo pra olheira, eu não resisto quando vejo várias opiniões favoráveis a um produto. Minhas olheiras me incomodam bastante e com a idade só pioram. Conto muito com a evolução da tecnologia médica para a “cura” das olheiras, hahaha. Sério, se surgir algo que funcione, vendo meu carro pra pagar se for preciso. Enquanto isso não acontece, vou experimentando novidades aqui e ali. O produto “da vez” eu usei religiosamente sem falha alguma por 13 semanas e é o Pigmentclar Serum da La Roche Posay. Foi meio erro meu, porque tem o produto semelhante pra região dos olhos, mas comprei aparentemente um pro rosto de forma geral. Usei nas bochechas subindo pras olheiras, tomando cuidado de não entrar em contato com os olhos (uma vez escorreu alguma coisa e MIAUUU). Eu usei (uso) todos os dias à noite e ele é realmente um serum, bem levinho, não adiciona nada de oleosidade.

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Pode-se usar de manhã também, mas como é daqueles produtos que tem que passar e proteger muito do sol, achei melhor não correr o risco. Enfim, o efeito em mim foi nulo. Zero. Pra pele, pras olheiras, nada nada nada. E olha que avaliei com a maior boa vontade do mundo. E ainda fiquei meio com consciência pesada porque fiquei usando meu creme anti-idade só de manhã por causa dele, né? And I’m not getting any younger! :( Ele rende muito, ainda está cheio, e estou avaliando se jogo fora (realmente me dá consciência pesada de não usar anti-rugas à noite) ou se continuo até esvaziar. Ou se dou uma chance ao homônimo pra região dos olhos, o Pigmentclar olhos. O que vocês acham?

Uma pena. Acho que na próxima visita ao Brasil vou fazer injeção de ácido hialurônico. Meu dermato me disse que se desse algum efeito seria de 5% só e por isso não indicou muito. Mas, três anos depois, estou naquela situação de que todo 5% importa. Enquanto isso, sigo usando protetor solar e óculos escuros, acho que é o melhor que posso fazer contra as olheiras por enquanto. Relembrando, avaliação de produtos por aqui não é pra taxar algo de bom ou de ruim, mas contar como foi a minha experiência com ele. Comprei na Amazon e paguei 29 euros. No Brasil, infelizmente é mais caro e custa 200 dilmas aproximadamente (sim, Dilmas). Agora estou aqui pensando se testo o produto correto!

Beijos guanixíninicos

12
julho
2016

Finalmente testei esmalte em gel

Postado por Ana em Unha

Perguntei pra minha ótima manicure em BH se ela fazia, ela disse que sim e voilà, resolvi testar antes de voltar pra cá. Como esmaltes em gel são bem menos amados no Brasil, pela facilidade de acesso a manicure boa e barata por lá, logo percebi que ela não fazia muito e até ajudei a traduzir as instruções nos rótulos, de ordem de passagem, que estavam meio esquecidos em sua memória. O esmalte tinha a cor muito fraca e precisamos de 3 camadas pra ficar bom, e mesmo assim não ficou forte como o tradicional. O esmalte em gel exige uma competência extra da manicure, porque não tem aquilo de passar removedor nos cantinhos nos cantos. Tem que mirar na unha mesmo e no máximo tirar o excesso com palito na hora. Minha manicure é muito boa e conseguiu um ótimo efeito (apesar da tradicional ficar um pouco mais bonita), não encolheu nem nada e os cantos ficaram bem limpos.

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Fiquei 10 dias com as unhas da mão direita intactas, sendo que sobreviveram à viagem de volta (viagem costuma destruir minhas unhas, sei lá o porquê). Depois disso, alguns pedaços começaram a sair. A mão esquerda continuou 100%, mas daí tive que tirar. Foi um tanto quanto interessante observar o esmalte lindinho ao longo da semana de trabalho, sobrevivendo aos meus banhos quentes, com o brilho inalterado e sem aqueles risquinhos de desgaste. Achei que duraria mais, mas ainda assim cheguei a achar que ia fazer pra sempre o tal do gel. Até ter que tirar… ainda comprei esse removedor dito “forte, próprio pra gel e glitter” na DM, que na verdade contém acetona mesmo.

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Tem que deixar naquele esquema: embeber um algodãozinho, colocar papel laminado, deixar agir uns 10 minutos. Precisei da ajuda do marido pra colocar na mão direita (pois a esquerda já estava com o papel alumínio e não quis gastar o dobro do tempo). Daí depois você pega a espátula de manicure e tira. Ficou bem soltinho e molinho com o procedimento que descrevi, mas usar a espátula me deixou meio incomodada. No fim das contas, ainda achei meio agressivo. Parecia que ia tirando algumas lamelas da unha, sabe? Deve ser por isso que algumas pessoas ficam com problemas como ondulações depois. Fora que eu fico muito angustiada de ficar 10 minutos sem usar nas mãos. E demora, né? Não é uma coisa que você faz antes de ir pro trabalho.

Decidi então que, no fim das contas, não viraria adepta. Maaaaas que sim, quero fazer vez ou outra. No caso, aqui! Daqui a umas semanas quando tiver com s*co faço por aqui de novo. Descobri que tem um salão no prédio da minha academia e nem tem que marcar horário. Vai ser aliás minha primeira experiência em manicure aqui, quando fizer claro que vou contar como foi!

Beijos!

10
julho
2016

O que achei do “Sit Tight” Saddlebags +

Postado por Ana em Corpo

Já faz anos que perdi minha inocência em relação a esse tipo de produto. Que prometem queimar gordura, acabar com a celulite, etc. Nos primórdios do blog acho que avaliei vários. Mas depois tornou-se claro como a água o tanto que eles não agem na gordura. É fisiologicamente impossível. A massagem que você faz quando aplica faz drenagem de líquido, eles podem dar uma hidratada na pele, melhorar o aspecto da pele e é só. Não há milagres! Isso ficou claro pra mim quando usei o Sit Tight da Soap & Glory há 3 anos e postei aqui. Ele deixa o aspecto da pele melhor, é produto pra “projeto” verão mesmo. Pra esse fim, achei bem ok na época. Mas era caro e não comprei de novo. Em abril, em Londres, os vi quase dados em uma promoção na Boots (tipo 5 libras) , dái levei já pensando no verão. Recomprei o Sit Tight e segui o usando à noite. O “Sit Tight” Saddle bags eu não conhecia e passei a usar de manhã, em áreas menores, tipo culotes. Ele seria para agir em áreas teimosas, como os culotes! Só tem que lembrar de passar e deixar agir uns 2 minutos antes de colocar a roupa. O efeito ardor mortal do meu primeiro uso há alguns anos não tive essa vez com nenhum dos dois, mas pra quem nunca usou, é bom saber que no início pode dar uma queimadinha local significativa por alguns minutos.

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Especificamente para o Saddlebags+: tem que sacudir antes de cada uso, senão sai aos grumos. O cheiro é o mesmo do outro, a sensação depois é igual e parece ser o mesmo produto (mas deve ter uma diferença ou outra). A diferença é que este diz ter um “Energinsenf CF
Fat-Attack 360
” que, convenhamos, é linguajar organizações Tabajara pra pegar trouxa. Só tem uma diferença negativa: o aplicador é péssimo. Ele belisca. Onde já se viu isso? Eu jamais vou comprar esse de novo, e não recomendo, melhor ficar no classicão mesmo. Ah, essa rodelinha de “on” e “off” é um saco, chata de virar.

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O resultado após 40 dias usando os dois (que parecem a mesma coisa) é igual descrevi antes: a pele das coxas/bumbum fica mais cheia de vida, dá pra entender? Hahahaha. Minha experiência atual foi totalmente cheia de viés, pois tem um bom tempo que estou me alimentando bem, emagreci e estou fazendo bastante exercício (assim, bastante pra uma pessoa comum como eu né). Mas, baseado no passado, não acredito que ele tenha ação direta na celulite. A quantidade de massagem que você faz, sim. Lembrar que retenção de líquido = aspecto piorado da celulite. Um ótimo paliativo pra celulite é a massagem – pra quem tem paciência, tempo e dimdim! Existem tratamentos estéticos específicos atualmente, mas não sei entrar em detalhes, tô super por fora.

Concluindo: se quiser melhorar o efeito da sua pele na viagem pra praia, use o Sit Tight clássico. Mas nada de criar muitas expectativas.

Beijos!

26
junho
2016

Paul, Aspargos e Brasil

Postado por Ana em Diário de uma expatriada newbie, Viagens da Ana

Porque tem que rolar uns posts-diarinhos de vez em quando, né?

Paul e o público blasé

paul

Há algumas semanas pude conhecer Düsseldorf, e a ocasião era especial: show do Paul McCartney. Eu devo ser uma beatlemaníaca de meia-tigela, pois só tinha ido a um show na vida, em Belo Horizonte. O show em BH, em 2013, foi uma das experiências mais maravilhosas da minha vida. Lembro que quando o Paul apareceu me deu até uma tonteira de emoção, achei que ia desmaiar kkkk! Mas era aquele esquema Brasilis, né? Chegar 3 horas antes, quase morri na fila e depois um espreme-espreme lá na frente. A experiência aqui foi BEM diferente, por um lado pior, por outro melhor. Eu convidei meu marido pra ir comigo, que não é lá muito fã de Beatles/Paul. Eu prometi que o Paul é um artista sensacional, que não tem quem vá e não morra de amores. Não deu outra, no dia seguinte tava ele ouvindo músicas do Paul no Youtube. Fomos só um final de semana e, por sorte, o tempo estava ótimo. Facílimo de ir ao estádio, chegamos rapidinho de bonde. Lá, tudo mega organizado, entramos direto. Mas, chegando lá, cadeirinhas marcadas, tipo escola. E, assim, lá na frente, tudo no mesmo nível, como eu eu ia fazer pra enxergar o Paul? Da próxima vez ficarei na arquibancada! Por sorte a alemã na minha frente não era tão grande. Começado o show, vi uma diferença gritante no público: além de beeeeem mais velho que no Brasil, o povo é tipo um QUINQUILHÃO de vezes menos empolgado. Tipo, tinha hora que eu ficava com dó do Paul. Nada de povo esgoelando junto, mil gritinhos, pulando, nada disso. Em algumas músicas o povo realmente SENTAVA. Quase não dançavam. Gente, coitado do Paul. Devem dar muita grana pra ele aceitar tocar aqui, viu? Mas enfim, maravilhoso como sempre!

Aspargos isso, aspargos aquilo

aspargos

Aqui é tudo bem definido. Tem época pra tudo! E quando surge a tal época, os alemães ficam quase meio com TOC com aquela coisa. É natal? Faça biscoitinhos! É época de colher tulipas nos campos? Vá colher tulipas nos campos. E, olha, não tem como não se deixar contaminar por esses estímulos. Com os aspargos, a coisa é meio gritante. Eles surgem na primavera e absolutamente TUDO começa a ser de aspargos. Os grandes letreiros dos restaurantes com os pratos especiais de aspargos! Todos te convidam pra comer aspargos! Aspargos, aspargos, aspargos! O mais incrível é que, pontualmente, no dia 24 de junho, os aspargos frescos somem das gôndolas, por motivos de colheita e blablabla. Sendo assim, como não querer aproveitar? Eu nem lembrava do gosto de aspargos, mas nessa estação comi o suficiente para saber que gosto mesmo é do verde. Agora estão só nas lembranças e na forma de dois litros de sopa que congelei!

Brasilsilsil

bh

Dessa vez fui rapidinho ao Brasil e o mais legal foi que nem minha família sabia. Se por um lado queria fazer uma surpresa pra eles, por outro achei que seria legal chegar uma vez sem mil programas marcados, sem expectativas, sem cobranças. Quem é expat sabe que agonia são essas visitas, por mais maravilhosas que sejam. Não dá pra fazer tudo o que queremos, não dá pra encontrar todo mundo que queremos e sempre fica alguma chateação. Dessa vez, pelo menos, consegui cancelar meu cartão de crédito. Mas não consegui fazer outras burocracias que queria! Infelizmente me ferrei e fiquei quase o tempo todo me sentindo mal, meio enjoada. Aliás, tem acontecido na últimas vezes que fui ao Brasil, de pegar zigziras, acho que meu corpo desacostumou. Mas antes de eu ficar zicada pude ir ao casamento de uma amiga na Igrejinha da Pampulha, o maior cartão postal de BH. Fiquei muito feliz de participar, só Deus sabe o tanto de casamento importante que perdi e perderei nesses anos. Fiquei com medo de não conseguir voltar pra casa, tamanho era o mal-estar (e a viagem não é mole, né). Mas consegui e cheguei aqui nem sabia mais em que fuso estava, acho que fiquei no meio termo. Mas me senti muito bem assim que pousei aqui, diz meu pai que minhas zigziras no Brasil são psicológicas porque sinto falta de cá. Será? Não é possível que atingi esse nível de maluquice. Detalhe para minha sobrinha na foto usando um vestidinho igual ao meu que levei de presente! <3 Pena que esqueci de tirar a foto de "par de jarro".

Beijos do Hochsommer!

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