18
abril
2017

Visitando o Keukenhof (parque de tulipas na Holanda)

Postado por Ana em Viagens da Ana

Já estava de olho há um tempão nesse feriadão de páscoa: seria a oportunidade perfeita para realizar um sonho antigo: visitar o famoso parque de tulipas na Holanda, o Keukenhof. Muita gente diz que é ítem de Bucket List (lugar para ver antes de morrer) e de fato é! O problema é que ele só abre de março a maio (datas variam ano a ano) porque na natureza não dá para mandar (muito). :)

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A viagem foi bem legal e fizemos assim: visitamos meus sogros que moram no meio do caminho e de lá pegamos emprestado o Wohnmobil deles. Wohnmobil é aquele carro-casa, sabe? Com mini cozinha, mini sala, armários, cama e até mini banheiro. A vantagem sobre os trailers é que a velocidade não precisa ser limitada (trailers devem andar igual caminhão, a 80 km/h). Acampamos em Amsterdam, que eu também não conhecia! É aquele esquema: você paga pelo lugar no camping e pode usar as instalações de banheiro, chuveiro, restaurante. Isso varia muito, você encontra campings luxuosos com piscina e mil opcões de entretenimento, mas tem uns furrecas também. A gente ficou num bem simples porque fomos espontaneamente sem reservas (a maioria só aceitava reservas de muitos dias). Sobre Amsterdam não vou falar muita coisa por enquanto, só que foi a cidade mais lotada que já vi na vida. Tudo bem que era feriado, mas MUITO mais lotada que Londres em plenas Olimpíadas. Fiquei bem surpresa. Era um mar de gente em todos os lugares. Sente o drama da minha tentativa frustrada de tirar a foto com o I AMSTERDAM:

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kkkkk!

Enfim, sobre o Keukenhof: fica em Lisse, a uns 40 km de Amsterdam. Existem muitas opções de transporte público para lá, mas fomos de furgão mesmo, muito tranquilo de estacionar (estacionamento giga).

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Eu já tinha comprado os ingressos online aqui, custaram 16 euros cada (adulto). Demos sorte com o tempo apesar da previsão pessimista para todo o feriado. Ficou nublado e frio mas não choveu e isso para mim já foi uma sorte incrível. Lindo o parque é sempre, mas aproveitá-lo sob chuva com certeza não seria a mesma coisa. A principal atração do parque é a enorme quantidade de tulipas, em todas as cores imagináveis. Mas existem, claro, muitas outras flores também. A estrutura é boa, tem um restaurante para almocar e muitos foodtrucks/barraquinhas. Eu comi só porcaria mesmo: blueberry muffin, uma pizza dobrável …. Há alguns pavilhões com poucas obras de artes, com coisas de jardinagem a vender e o mais legal: dá para encomendar qualquer flor que você vê no parque! Escolhi dois tipos para minha sogra, porque eu infelizmente ainda não tenho jardim. Os bulbos são entregues em setembro!

Eu só fui meio burra que, apesar de mil fotos, não tirei nenhuma de perto dos imensos campos. Eles ficam fora do miolo do parque, é a plantação mesmo. Só apareceram de longe nesta foto:

keukentulicamposEsses campos lá no fundo são sensacionais

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keukeneuEu com meu visual de “acampada”, não reparem, hehehe

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keukenpinkMinhas tulipas favoritas, meio flúo!

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Este post tem um número de fotos acima da média, mas como evitar? :) Lindas né ? Recomendo muito a visita!

Beijos

14
março
2017

Visitando (e comendo) Chantilly

Postado por Ana em Viagens da Ana

Tive um final de semana tão gostoso em fevereiro! Aproveitando que uma amiga está morando em Paris e outra estava por lá passeando, resolvemos nos encontrar. Eu não moro muito longe de Paris (muito mais perto do que ir para Berlim, por exemplo) – fica a só 3h30 de trem, com o bônus de que eu AMO andar de trem! Até tem um trem direto mas como eu queria ir sexta depois do trabalho e voltar domingo, não tinha esse luxo da escolha então fui de trem normal mesmo, baldeando uma vez só, em Karlsruhe. Comprei um ticket Sparpreis Europa, então alternou TGV/ICE (trens-bala francês e alemão).

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Voltando à Paris – pequena dica de hospedagem

Cheguei na Gare de l’Est e fui “buscar” minha amiga que chegava na Gare du Nord para irmos juntas ao nosso hotel. Dessa vez minha amiga que escolheu o hotel. Em Paris a acomodação é sempre cara para o que oferece – eu geralmente fico em 3 estrelas que já acho bem simples – o dessa vez era de 2 estrelas – fiquei meio tensa antes de ver, mas depois nós duas adoramos, zero reclamação – por isso deixo a dica aqui, se chama De Suez. Limpinho, chuveiro ótimo, funcionários simpáticos e bem localizado – eu não sei vocês mas eu não preciso mais do que isso não! A localização foi nova para mim, no Quartier Latin, perto da Universidade de Sorbonne, numa área cheeeeia de comércio, de ruelinhas, restaurantes, perto de ponto de metrô, dá para andar até Notre-Dame. Eu amei o Quartier Latin e se antes eu dizia que só ficaria em Montparnasse e Saint Germain eu super mudei de idéia e quero ficar lá no Quartier Latin de novo na próxima vez. Eu particularmente gosto de ficar em bairros que não “morrem” à noite!

Por que Chantilly? Chantilly ou Versailles?

Já visitei os pontos “mais turistões” de Parrí muitas vezes (já fiz até Top 10 do Louvre e D’Orsay aqui e aqui), então vi nesse passeio uma oportunidade de fazer algo novo! Eu fui uma vez para Versailles e realmente acho que se tiver que escolher um castelo só é melhor ir pra Versailles. As proporções são outras, né. Chantilly você visita rapidinho, Versailles fiquei nove horas e meia e vi tudo correndo, hehe. Ir para os dois castelos em uma viagem só, principalmente se a viagem for curta, só se você for muuuuuuuito fã de castelos. A idéia de fazer o passeio meio off-circuit veio da minha amiga que mora em Paris – como ela tem um bebê pequeno e vimos que a previsão do tempo estava boa, achamos que seria uma ótima pedida um pouco de passeio fora da cidade, caminhar um pouco ao ar livre… e comer o Chantilly verdadeiro!

Como chegamos

O Castelo de Chantilly fica em Chantilly, uma cidade de 11.000 habitantes localizada a 38 km de Paris. Antes pensamos em ir com transporte público e vi que não seria muito difícil (tinha visto as instruções aqui). Demoraria cerca de 25 minutos. No fim das contas os amigos foram generosos e nos buscaram no hotel e fomos juntos para lá de carro mesmo. Acho que de carro gastamos quase uma hora! Entrando lá tem um estacionamento, daí é só comprar o ingresso. Cada adulto pagou 17 euros (fev/17) pelo Billet Domaine que dá direito a ver o castelo com seus museus, os parques, o museu do cavalo, o estábulo e mesmo apresentação equestre se tiver. Como chegamos cedinho e lá é alto, estava com uma névoa densa assim :

chantillynublado

Mas depois de um tempinho ficou assim…

chantillyazul

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Pensa na minha alegria, saindo de longos meses de inverno…! Pouco depois, aliás, tiramos até os casacos!

O que tem pra ver

O castelo é um dos mais importantes da Europa . Ele na verdade ocupou um lugar de uma fortificação medieval, então pode-se dizer que existe desde o século XI. Primeiro pertenceu à família Bouteiller e depois passou ao Chanceler de Carlos V, que foi quem construiu o castelo em si no século XIV. Só sei que foi passando de mão em mão por um tanto de francês que nunca ouvi falar, até chegar à Dinastia Bourbon no século XVII. O palácio (com exceção do Petit Château) foi quase todo destruído na Revolução Francesa e daí reconstruído em 1870. O castelo foi inclusive usado de quartel durante a primeira guerra mundial.

As instalações consistem do Grand Château e o Petit Château interligados (castelão e castelinho hehe), além do Museu Vivo do Cavalo, estábulos , lagos e jardins.

Lá no Petit Château tem uma biblioteca muito linda com um acervo respeitável – lá está, por exemplo, a Bíblia de Gutemberg.
chantillybiblioA biblioteca

No palácio tem o Musée Condé, que é uma coleção de obras de arte, umas das maiores da França! Eu achei essa parte bem parecida com umas das salas de pinturas francesas do Louvre. O acervo não decepciona nadinha – tem, entre outros, Raphael e Delacroix!

chantillytop3Escolhi meus 3 favoritos e tirei foto: Marie Antoiniette por Drouais, La Vierge de Lorette de Raphael e Corps-de-garde Marocain do Delacroix.

Uma particularidade de Chantilly é a sua relação com cavalos. A cidade é inclusive conhecida como ‘A capital do cavalo’. Diz a lenda que o Louis Henri, Duque de Bourbon, achava que ele renasceria como um cavalo após sua morte – daí ele pediu para o arquiteto construir estábulos. Se você ama cavalos, o lugar realmente é para você. Eu não entendo nada de cavalos, então meio que passei pelo museu do Cavalo em velocidade do som. hehehehe Mas não resisti a cumprimentar os diversos cavalinhos no estábulo. A gente ignora o cheiro e vai!

chantillycavalo

Sabem quem já deu uns rolés ali? James Bond em “A View to Kill“! :)

chantillyjamesbondCena do filme “A view to kill. Foto do site jamesbondlifestyle

Chantilly também tem jardins e parques – que fique claro, essa parte não se compara a Versailles – mas é sim bem simpática. Dá para pegar ar puro, caminhar pelos parques, ver os lagos. Isso tem mais graça se o tempo estiver bom, né? A gente já estava morto então só demos um rolezinho ali fora. Sei que às vezes tem carrinho de golfe para alugar, mas dessa vez não vimos! É bom lembrar que o castelo não abre em janeiro nem às terças-feiras. Sempre bom pesquisar para não perder a viagem!

A cidade de Chantilly

Na hora de almoçar resolvemos aproveitar o bom tempo e escolher um restaurante na cidade de Chantilly. Saímos do castelo (mas pode voltar com o mesmo ingresso) e aproveitamos para passear ali perto. Fomos simplesmente seguindo a rua principal, mas pareceu realmente muito pequena! Mas bonitinha, típica cidadezinha da França. Fomos vendo cardápio por cardápio na porta dos restaurantes e escolhemos um restaurante italiano mesmo, chamado La Prego. Bom custo-benefício, garçons simpáticos, comida ótima! Muitas avaliações do Trip Advisor dizem que demora mas estava vazio então não esperamos não. Eu pedi o ravióli trufado, as meninas lasanha a bolonhesa e o marido da amiga pediu uma pizza de salmão.Houve boatos na nossa mesa que a pizza de salmão foi o prato #1, hehe!

comidachantilly

A busca pelo Chantilly de Chantilly

Eu só sei que eu não parava de falar no Chantilly de Chantilly e acho que ficaria maluca se não provasse, hahaha Eu tenho mania desse tipo de coisa: torta floresta negra da floresta negra, mostarda dijon de dijon, bife a milanesa de milão, queijo gruyere de gruyere, e por aí vai. É quase uma obsessão!! Após pesquisar vi que o melhor lugar para provar é no restaurante do castelo chamado La Capitainerie. A origem do Chantilly é bem controversa e tem várias histórias, mas o mais provável é que tenha sido inventado ali mesmo, no século XVII ou XVIII. Quem quiser ler as versões tem aqui. chantillycapita

O garçom me informou que todas as sobremesas ali vêm acompanhadas de Chantilly! Mas achei pouquinho… Se você animar pode ainda pedir um potão de Chantilly separado. Eu estava na verdade sonhando com sobremesa de morango e Chantilly, mas não tinha porque estava fora da época do morango. :( Então eu pedi uma Tarte Tatin (torta invertida de maçã), bem ok mas meu olho cresceu mesmo foi pro Petit Gateau da minha amiga, hahahaha!… Se vocês repararem até tem um mini meio morango ali no meio hehehehe

Veredicto? Achei o Chantilly realmente fabuloso. Diferente do Chantilly que conhecemos – mais denso, sabe? Achei de lei. Mesmo se não gostar de Chantilly tem que comer, afinal, não é sempre que dá para voltar ali! E se for importante para você o quanto é para mim, dê uma olhada no horário de abertura do restaurante!

Casamento Ronaldo e Cicarelli

cicaronaldo

Como amante de fofocas de celebridades vocês não achavam que eu ia deixar de comentar isso, né? Eu diria que 98% das pessoas adultas associam o castelo de Chantilly ao casamento relâmpago de Ronaldo x Daniela Cicarelli. Os dois se casaram em 2005 por lá em uma festa para 250 pessoas que, segundo várias reportagens do Google, custou 2,5 milhões de reais. Olha, ou o mercado de casamento inflacionou muito ou tem algo errado aí. Porque teve vestido Valentino para ela e terno Valentino para ele, esquema de segurança de outro mundo, o buffet mais chique de Paris com direito a risoto de trufas negras e o diabo a quatro. E isso tudo FECHANDO o castelo de Chantilly! A título de comparação, o casamento da cunhada da Lala Rudge em Brasília custou 10 milhões em 2010. Eu sei de casamentos em BH que custam uns milhões atualmente, e nem é casamento de Rockefeller não. Ou seja: se você quiser imitar o Ronaldo, não se anime muito, pode ter certeza que vai desembolsar mais que esses 2,5 mi! Mas enfim, independente do tanto que custou, apesar de toda a pompa e o background de chiquetezas da realeza francesa antiga, rolou o que? BAR-RA-CO. Teve noiva expulsando penetra-inimiga na porta!! Mas o ponto da história é que eles aparentemente queriam o casamento mais pomposo de todos os tempos. Li que na época olharam vários castelos próximos a Paris inclusive Versailles e optaram por Chantilly. OU SEJAAAAAA: o bicho é bonito mesmo e vale a visita. Se foi bom o suficiente pro casal Ronaldo-Cica, deve ser bom para você também!! kkkk

Se você ama o castelo mas não tem grana para casar lá, você pode fazer seu ensaio de noiva por lá! Vimos várias noivas fazendo ensaios!

Depois do passeio seguimos para a casa da amiga e comemos muito Raclette, tomamos vinho gostoso, batemos muito papo e nos divertimos com um dos bebês mais legais e bonzinhos do mundo. E o final de semana ainda não estava acabando, mas meu relato acaba por aqui! ;) Amo poder registrar e depois rever esses momentos no meu blogzito!

chantillynostresNós com o neném mais simpático do planeta (borrei o rosto por motivos de privacidade do baby)

Beijos com saudades de Chantilly!

26
junho
2016

Paul, Aspargos e Brasil

Postado por Ana em Diário de uma expatriada newbie, Viagens da Ana

Porque tem que rolar uns posts-diarinhos de vez em quando, né?

Paul e o público blasé

paul

Há algumas semanas pude conhecer Düsseldorf, e a ocasião era especial: show do Paul McCartney. Eu devo ser uma beatlemaníaca de meia-tigela, pois só tinha ido a um show na vida, em Belo Horizonte. O show em BH, em 2013, foi uma das experiências mais maravilhosas da minha vida. Lembro que quando o Paul apareceu me deu até uma tonteira de emoção, achei que ia desmaiar kkkk! Mas era aquele esquema Brasilis, né? Chegar 3 horas antes, quase morri na fila e depois um espreme-espreme lá na frente. A experiência aqui foi BEM diferente, por um lado pior, por outro melhor. Eu convidei meu marido pra ir comigo, que não é lá muito fã de Beatles/Paul. Eu prometi que o Paul é um artista sensacional, que não tem quem vá e não morra de amores. Não deu outra, no dia seguinte tava ele ouvindo músicas do Paul no Youtube. Fomos só um final de semana e, por sorte, o tempo estava ótimo. Facílimo de ir ao estádio, chegamos rapidinho de bonde. Lá, tudo mega organizado, entramos direto. Mas, chegando lá, cadeirinhas marcadas, tipo escola. E, assim, lá na frente, tudo no mesmo nível, como eu eu ia fazer pra enxergar o Paul? Da próxima vez ficarei na arquibancada! Por sorte a alemã na minha frente não era tão grande. Começado o show, vi uma diferença gritante no público: além de beeeeem mais velho que no Brasil, o povo é tipo um QUINQUILHÃO de vezes menos empolgado. Tipo, tinha hora que eu ficava com dó do Paul. Nada de povo esgoelando junto, mil gritinhos, pulando, nada disso. Em algumas músicas o povo realmente SENTAVA. Quase não dançavam. Gente, coitado do Paul. Devem dar muita grana pra ele aceitar tocar aqui, viu? Mas enfim, maravilhoso como sempre!

Aspargos isso, aspargos aquilo

aspargos

Aqui é tudo bem definido. Tem época pra tudo! E quando surge a tal época, os alemães ficam quase meio com TOC com aquela coisa. É natal? Faça biscoitinhos! É época de colher tulipas nos campos? Vá colher tulipas nos campos. E, olha, não tem como não se deixar contaminar por esses estímulos. Com os aspargos, a coisa é meio gritante. Eles surgem na primavera e absolutamente TUDO começa a ser de aspargos. Os grandes letreiros dos restaurantes com os pratos especiais de aspargos! Todos te convidam pra comer aspargos! Aspargos, aspargos, aspargos! O mais incrível é que, pontualmente, no dia 24 de junho, os aspargos frescos somem das gôndolas, por motivos de colheita e blablabla. Sendo assim, como não querer aproveitar? Eu nem lembrava do gosto de aspargos, mas nessa estação comi o suficiente para saber que gosto mesmo é do verde. Agora estão só nas lembranças e na forma de dois litros de sopa que congelei!

Brasilsilsil

bh

Dessa vez fui rapidinho ao Brasil e o mais legal foi que nem minha família sabia. Se por um lado queria fazer uma surpresa pra eles, por outro achei que seria legal chegar uma vez sem mil programas marcados, sem expectativas, sem cobranças. Quem é expat sabe que agonia são essas visitas, por mais maravilhosas que sejam. Não dá pra fazer tudo o que queremos, não dá pra encontrar todo mundo que queremos e sempre fica alguma chateação. Dessa vez, pelo menos, consegui cancelar meu cartão de crédito. Mas não consegui fazer outras burocracias que queria! Infelizmente me ferrei e fiquei quase o tempo todo me sentindo mal, meio enjoada. Aliás, tem acontecido na últimas vezes que fui ao Brasil, de pegar zigziras, acho que meu corpo desacostumou. Mas antes de eu ficar zicada pude ir ao casamento de uma amiga na Igrejinha da Pampulha, o maior cartão postal de BH. Fiquei muito feliz de participar, só Deus sabe o tanto de casamento importante que perdi e perderei nesses anos. Fiquei com medo de não conseguir voltar pra casa, tamanho era o mal-estar (e a viagem não é mole, né). Mas consegui e cheguei aqui nem sabia mais em que fuso estava, acho que fiquei no meio termo. Mas me senti muito bem assim que pousei aqui, diz meu pai que minhas zigziras no Brasil são psicológicas porque sinto falta de cá. Será? Não é possível que atingi esse nível de maluquice. Detalhe para minha sobrinha na foto usando um vestidinho igual ao meu que levei de presente! <3 Pena que esqueci de tirar a foto de "par de jarro".

Beijos do Hochsommer!

22
maio
2016

Minha semana (chuvosa) em Milão

Postado por Ana em Viagens da Ana

Há mais ou menos um ano planejei passar uma semana na Itália fazendo um curso intensivo da língua. Uma semana é pouco, mas atualmente é o que dá pra fazer já que tendo a gastar a maior parte das minhas férias pra ficar com minha família no Brasil. Quando fui pesquisar um destino, acabei optando por Milão, acho que pra fugir de mais uma viagem de avião. Estava sonhando com uma semana de primavera em Milão, aproveitando o céu, o sol e todas as coisas que a Itália nos oferece nesse época do ano. Um passeio pelo Lago di Como, o sol batendo sobre os ombros, e, e, e… pera. Choveu a semana toda. Quer dizer, choveu 48h contínuas relativamente forte, o resto do tempo ou estava nublado ou chuviscando. Mas calma, a viagem não foi de todo ruim! Vou contar um pouquinho mais, um misto de relato com algumas dicas!

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1) A cidade

Milão é uma cidade giga giga no norte da Itália (Lombardia) e vocês sabem que eu amo cidade giga. Fiquei maravilhada igual uma bocó andando no domingo boquiaberta ao constatar que todas as lojas do centro estavam abertas. Me desacostumei com esse conceito, já que na Alemanha nem supermercado abre domingo. Depois fui descobrir que Milão é uma cidade úmida o ano todo, pois foi meio construída sobre uma rede de vias aquáticas. Dizem que tem muito pernilongo no verão. Minha professora, natural da cidade, falou que com certeza é a cidade com o pior clima da Itália, hehe!

2) Bem resumido: o que ver em Milão?

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O grande cartão postal da cidade é a praça do Duomo, a catedral de Milão. Ela é realmente majestosa, mas acho que pra quem já viu a de Colônia não chega a ser um choque.

milaoduomodentroNo alto do Duomo

A rua de compras ali do lado, o Corso Vittorio Emanuele é um paraíso pra compras. O lojão Rinascente, então! Só fico imaginando eu ali com o cartão de crédito da Lalá Rudge! A Galeria Vittorio Emanuele ali do lado também é muito sensacional – e nem digo só pelas lojas, mas por sua estrutura pomposa, arquitetura, o mármore! Mas a coisa que eu mais queria ver em Milão era a Santa Ceia (L’Última Cena) do da Vinci! Ela fica no Cenacolo Vinciano, um anexo do lado da Igreja Santa Maria delle Grazie.

milaosantamariaChiesa Santa Maria delle Grazie – a Santa Ceia fica no anexo ao lado

milaosantaceiaNão pode tirar Selfie com a Santa Ceia – me ferrei, kkkk

Pode até ser que você tenha sorte e tenha alguma desistência na hora, mas via de regra TEM que reservar. E com antecedência – as vendas abrem 3 meses antes no site ! Se tiver esgotado no site, tente por telefone. A visita é rápida, só 15 minutos. No horário que fui só tinha visita guiada, mas pra ser sincera, eu tinha lido tanto sobre a obra antes que ele não disse nada que eu não sabia. Foi com certeza minha coisa favorita em Milão, ver essa obra prima de perto – não é quadro, mas uma espécie de afresco (na verdade a técnica era diferente da do afresco). Outras coisas para ver na cidade: o Castelo Sforzesco e o parque Sempione ali do lado do castelo. O parque seria bem agradável pra um picnic, mas sinceramente, lá tem uns africanos tentando colocar aquelas pulseirinhas insuportáveis pra pedir dinheiro. Eu os via abordando quase agressivamente o pessoal nos banquinhos e sinceramente desisti de sentar em um.Parque Sempione

milaosfor2Castelo Sforzesco – Leonardo da Vinci passou por lá

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Falando em da Vinci, tem uma estátua dele justamente na Piazza della Scala, onde fica a a famosa Ópera Scala - que, se por fora não impressiona, dizem que por dentro é um luxo só. Bem que procurei algo pra assistir, mas nada da programação de maio me apeteceu (e pelo preço, tem que apetecer).

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Outra área que me pareceu bem simpática foi o bairro Brera – deve ser bom se hospedar lá, aliás – muitas opções de restaurantes. Para quem for melhor turista que eu, vá ver a Pinacoteca de Brera, que tem até obras de Rafael. O Chinatown eu procurei e achei, mas foi uma decepção – deve ser porque eu vi o Chinatown de Londres há umas semanas e nossa, nem tem comparação. Uma área que adorei foi a City Life, bem moderna e com arranha-céus do Daniel Liebeskind.

milaocity

Seguindo ali tem o Corso Como, a Porta Garibaldi e o corso Garibaldi.

milaogaribaldiPorta Garibaldi

Não posso esquecer da região mais Boêmia e com barzinhos agitados, o Navigli! Um passeio perto de Milão que parece bem legal é pelo Lago di Como e cidades ao redor. Isso eu deixei para outra oportunidade por causa, adivinhem, da chuva! É claro que em qualquer cidade você acha coisas pra fazer todos os dias se quiser. Quanto mais uma megalópole com cultura contemporânea riquíssima igual Milão. Mas falando de turismo clássico, entendo o porquê de não ser a mais querida dos turistas. Acho que vale sim a visita, mas não ficaria mais do que um dia por lá, caso a intenção seja ver “pontos turísticos”. Se eu fizer algo parecido ano que vem, vou para alguma cidade da Toscana, tipo Florença.

3) Comer e beber

milaoluiniPanzerotti do Luini: É realmente bom conforme a fama!

Milão é particularmente famosa pelos “Aperitivos“. Claro que tem isso em várias outras cidades, mas lá os aperitivos são bem típicos mesmo. Isso basicamente significa comprar um drink (se for Spritz, melhor ainda) e daí você tem acesso a um buffetzinho, geralmente de frios. Tem bares oferecendo aperitivo na cidade toda, mas um lugar com muitos é onde fiquei: o Navigli! O conteúdo do buffet varia. Pelo que vi, o preço médio é entre 6-10 euros. Os panzerotti também são bem famosos, principalmente os de um lugar no centro chamado Luini. Tem doces e salgados e comi o de salame picante – nham! Também típico é o risoto a milanesa (não comi porque não gosto de ossobuco) e o bife a milanesa, que está mais para um costelão à milanesa. Eu comi muita pizza, mas também continuei matando meu desejo de polenta. Não fui em nenhum restaurante chiquetoso, pois comia perto da escola ou em coisas mais genéricas tipo o Eataly. Pra quem quiser encher muito a pança (mas também gastar proporcionalmente), repasso a indicação da minha amiga, o Boccondivino. Pausa pro momento “trollagem de brasileiro“. Primeiro, a coxinha que não era coxinha, mas sim recheada de arroz e regù. Depois, o brigadeiro que era recheado de bolo – esse o registro ficou só no snap. Ai,ai!

milaocoxinhaSnapsave: Cuidado com a Coxinha-Troll!

4) Onde fiquei

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Fiquei no Navigli e acho que acertei! Eu perdi bem umas 5 horas na internet para tomar essa decisão. Queria um lugar meio perto da escola, perto de uma estação de trem e que não ficasse morto à noite – que é o que costuma acontecer com coisas mais centrais. Não se esqueçam da maior pegadinha de Milão – a estação central de trem NÃO é central. O epicentro é a região da Duomo, mas depois que tudo fecha e os turistas se vão fica bem vazia. Não é ideal para mulheres viajando sozinha como eu, né? Quando li no Viaje na Viagem que o Navigli está para Milão como o Trastevere está para Roma, bati o martelo. Não quis ficar em acomodação da escola nem em casa de família, porque acho que estou meio velha e cheia de manias para tal. Mas também não queria um hotel típico. Fiquei no meio termo e achei um Aparthotel, o Aparthotel Navigli. Era tipo um estúdio, com cama, climatizador, TV, wifi rápida, uma mini cozinha, banheiro confortável. Eu adorei, de mais não preciso. Só que lá realmente não é um hotel normal, você tem meio que combinar o check in pois não tem recepção 24h! Eu tenho meio medo de recomendar aqui porque, pelas avaliações que li no Trip Advisor, se algo não dá muito certo, parece que o dono não é dos mais corteses (basta vê-lo respondendo os comentários haha). Mas a minha experiência foi 100% positiva e gostei muito de passear ali à noite, perto de tudo, Carrefour quase do lado, a estação de trem “Porta Genova” a 2 minutos a pé só! Para ver melhor minha acomodação é só assistir o vídeo no fim do post!

5) Transporte

O sistema de transporte de Milão segue o padrão das outras cidades européias. Não tive dificuldade nenhuma pra chegar em lugar nenhum. Mas o metrô está sempre cheio, acho que só sentei uma vez. As linhas são normais, mas destaco a linha 5 que é novinha, linda e moderna. Todos os apps de mapa de peguei não prestaram, acabei ficando com o google maps mesmo. O transporte em Milão é barato comparando com outras cidades da Europa. Um bilhete de metrô custa 1,50 euros (em Freiburg é 2,20!). Eu comprei o Carnet 10 viaggi por 13,80 euros e usei exatamente as 10 durante a semana. Mas vale falar que andei muito a pé também! Dá pra ver todos os tipos de bilhetes aqui no site da ATM, a companhia de transportes de lá. Acho que de duas semanas pra cima já compensa fazer o cartão pra carregar (tipo o Oyster londrinho, mas precisa de foto, formulário, etc). Na volta levei um BOLO FENOMENAL de um serviço de transfer que achei na internet, que se chama “My Driver”. Eles chegaram ainda a cobrar no meu cartão de crédito, escrevi reclamando e fizeram o refund, pelo menos isso né? Marquei uns dias antes e fiquei igual trouxa na frente do Aparthotel com minha mala pesadérrima aguardando, tentando contato telefônico no melhor estilo Phoebe de Friends (aguarde, linhas ocupadas, você será a próxima), até que desisti e saí desesperada pra estação (fui de metrô). Tirando a tortura que foi descer com minha mala pela escadaria, até que foi tranquilo porque era perto da estação, mas vou te contar, viu???!!! Voltei pra casa de Eurocity Milão-Basel-Freiburg, relembrando o porquê de amar tanto viajar de trem.

milaotremQueria ir pro Brasil de trem também!

6) Meu curso

milaoscuola

A escola achei no Google mesmo, e se chama Scuola Leonardo da Vinci e tem também em outras cidades. Ficava a 15 minutos a pé da minha acomodação, em um campus de uma Universidade de Design e/ou Artes, pelo que entendi! O campus é grande mas a escola em si é pequena, menor do que imaginei. Minha professora particular me confirmou que a escola tinha uma boa reputação, então fechei lá mesmo. Paguei 200 euros (+70 de matrícula) por uma semana de curso intensivo, tinha aula de 09 às 12:15. Eu acho que depois de três horas de língua já fico bem satisfeita. Mas se soubesse que o clima estaria tão ruim teria incluído algumas lições específicas à tarde. Dá pra fazer cursos de áreas específicas, tipo italiano médico e jurídico. Antes da aula começar, na segunda, tem uma prova de nivelamento – escrita (um pouco aberta e fechada) e uma entrevista. Achei a prova escrita bem grande e tentei fazer o mais rápido possível pra não atrasar pra aula, hehe. Fiquei surpresa que me colocaram no nível B2, minha auto-avaliação seria pior. Mas consegui acompanhar super bem, naquele nível que não me senti pior mas também aprendi coisa nova, principalmente de gramática. As 15 horas de aula fizeram diferença sim pra mim e com certeza saí melhor que cheguei. Queria tanto poder fazer um mês de aula intensiva, aiai! O material didático é próprio da escola e achei ótimo, variado. A aula era dinâmica, divertida e a professora muito boa e querida. No final você ganha um certificado pra ficar bem orgulhoso de si! :)

7) Viajando sozinha

Tem vantagens e desvantagens, né? Vantagens: fazer o que quero 100% do tempo. Aprendo de verdade a me localizar, pois se tem alguém comigo eu me distraio e nunca sei nem voltar pro hotel. Desvantagens: medo de dar algum biziu tipo ficar doente e estar sozinha longe de casa e o óbvio, não ter aquela companhia amada pra dividir coisas legais, tomar um vinho no restaurante sem parecer forever alone, kkk. Ah, a parte de registros fica prejudicada também, é selfie pra cá, selfie pra lá…

8) Registros

A chuva me desanimou de sair tirando fotos, pra vocês terem idéia, nem tirei minha câmera da mala! 50 tons de cinza nas fotos, sem graça até hehehe… Fiz só poucas fotos com o celular mesmo e uns videozinhos soltos com minha câmera de vídeo. Juntei tudo e fiz um videozinho da viagem, simples mas tá valendo:

Beijos cinzas!

15
maio
2016

Casamento em Verona

Postado por Ana em Viagens da Ana

Acabo de voltar de 10 dias na Itália! Tão bom “desligar” de tudo às vezes, não é? Os primeiros 4 dias passei em Verona, uma cidade que há uns 8 meses era doida para conhecer. Sempre bom conhecer a cidade de Romeu e Julieta, a cidade do amor, romance… Maaaaas vou falar a verdade – a curiosidade, pra variar, veio mesmo quando li um capítulo no meu livro de italiano sobre a comida de Verona. Principalmente a polenta. Eu já tinha comido polenta antes e nem era muito fã, mas eu ficava dia e noite sonhando com a tal polenta veronese! Ia deixar essa viagem para no mínimo 2017, quando uma feliz coincidência surgiu. Um amigo resolveu se casar por lá em uma quinta-feira de feriado daqui, meio que de segredo, avisando um mês antes e em um casamento íntimo só para 8 convidados.

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A data era muito favorável, já que era logo antes da outra viagem que eu já tinha planejado. Verona superou minhas expectativas, mais linda do que eu pensava. O tempo também colaborou – sol, céu azul, ai que saudade eu estava de ficar de braços de fora! E, sendo maio, nem estava tão quente, nível ideal mesmo.

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Foi bem cansativo pois saímos de Freiburg depois das 20h, depois do trabalho, na quarta-feira. Fomos de carro e como tinha trânsito de feriado, ficamos um tempão parados antes do túnel São Gottardo (aquele que tem 16km), e chegamos depois das duas da manhã! Eu estava bem sonolenta o trajeto todo, mas não queria dormir pra conferir se o marido estava BEM acordado – sou muito medrosa. O casamento era logo de manhã cedo!

Ficamos nós 10 em uma “Vila” no centro – era um casarão mesmo, bem confortável.
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No dia do casamento fomos andando até o Museo delle Affreschi, que é o lugar onde fica a suposta tumba da Julieta. Parece tétrico, mas é um lugar lindíssimo, e tem um pequeno salão para cerimônias de casamento.

veronanoivosSó essa foto dos noivos pra respeitar a privacidade deles, ok?

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A cerimônia foi bem rápida, pois foi somente civil, com uma intérprete pros convidados alemães. Depois foi muita diversão - muitos e muitos Spritz + apertivos e, não posso esquecer – o almoço de casamento também foi fenomenal. Tanto que estou aqui sofrendo de saudades ao fazer o post.

veronalmocoUma coisa mais deliciosa que a outra.

E olha que foi todo vegetariano, tudo escolhido pelos noivos. O que eu achei engraçado foi o tanto que chamamos atenção depois em andar pela cidade de vestido de festa. A roupa da noiva era rosa, mas ela estava com coroa de flores e buquê. Mas ainda assim me surpreendi com o nível de curiosidade das pessoas – parece que nunca tinham visto um casamento na vida, pediam pra tirar fotos, ficamos igual ponto turístico. Algo parecido na Alemanha teria passado bem mais despercebido – achei curioso ser tão “chocante” na dita “cidade do amor”, onde uma penca de gente se casa. Curioso, no mínimo.

É claaaaro que em algum(s) momento(s) matei meu desejo de polenta – comi a mole e a dura, mas confesso que desisti de provar a “verdadeira polenta veronese“, que é acompanhada de carne de cavalo, hehe! Para queimar pelo menos 10% das calorias consumidas, saía para correr cedo e é aliás uma forma ótima de fazer turismo.

veronafoodPolenta e massa, não pode faltar. Escolhi a polenta com salame mole da casa, NHAAAAM

Apesar de Verona ser maior do que imaginei, é bem pequena pra turistar. Tem a linda Arena, que infelizmente não tinha nada programado pra maio. Quero muito assistir a uma ópera lá algum dia.

veronaarenafinalImagina eu andando com esse salto 4 horas em Verona… kkkk

Acho que o mais legal mesmo é a Piazza Erbe, onde tem, entre outras coisas, a Torre dei Lamberti, Palazzo del Comune, Casa dei Giudici, etc. Tem também um mercadinho legal ali no meio.

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Ah, a Piazza Erbe à noite é uma “baladinha” maravilhosa – todo mundo com seus drinks se divertindo na rua, acho isso o máximo. Lá em Verona também tem essa tal de Silent Disco – um DJ fica lá tocando e você aluga um fone de ouvido. Eu só fiquei mesmo olhando as pessoas com fone, dançando aparentemente sem música – hahahaha!

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Outra coisa famosa e abarrotada de turista é a casa da Julieta lá perto, onde tem uma estátua da mesma que é altamente disputada. Quem fez projeções românticas do lugar após ver o filme Cartas para Julieta” vai ter uma puta decepção. Substitua a cena do filme com pessoas calmamente escrevendo coisas sentadas no banquinho por uma CENTENA de turistas se acotovelando, kkkk . Bom, dizem que se você tocar o peito direito da estátua da Julieta que tem ali, terá sorte no amor. Foi em um momento de corrida matinal que eu consegui um espaço e peguei na peitchola da Juleita- infelizmente não posso provar porque estava usando meu celular pelo Nike+ e fiquei com preguiça de tirar foto, mas enfim, foi mais para MANTER a sorte no amor, kkk. Ah, eu fiquei meio chocada com a “sesta” lá em Verona – as lojas fecham todas por algumas horas após o almoço!

Verona ainda tem um rio, o L’Adige , que torna a paisagem ainda mais bela, ao que contribui a linda Ponte de Castelvecchio (que não me perdôo por não ter tirado foto). Para apreciar melhor a vista amei subir no Piazzale Castel San Pietro – só subir umas escadinhas e já está no mirante.

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Em relação à comilançanão anotei muitas coisas, mas posso ao menos recomendar o restaurante onde foi o almoço de casamento – Antica Torrettamaravilhoso. O restaurante com muitas comidas típicas onde comi a primeira polenta (mole), que também amei se chama Tratoria Via Stella. Outro gostoso para massas é o Osteria Locandina Cappello. Não esqueçam de reservar (ainda que seja no mesmo dia). Achei os preços em Verona BEM ok, viu? Se come bem sem pagar quantias exorbitantes (tipo Paris, Londres). Jantar delícia com entradinha pra duas pessoas, com garrafa de vinho + gorjeta dando 50 euros achei bem de boa pra cidade turística européia. Se seu negócio for pizza, não se preocupe. Gostei principalmente essas que você escolhe o pedaço. E sorvete na Itália não tem como não tomar – até eu, que não sou muito fã, sempre tomo e não me arrependo! :)

veronapizzapezzPizza e, pedaços, muitos sabores sempre, uma mais deliciosa que a outra

veronafloresEntra ano, sai ano e eu sempre com as mesmas roupas hehehe.

Clichês à parte, achei Verona sim beeeeem romântica, não só pra quem está se casando lá!
veronablur❤❤❤❤❤❤

Saindo de lá, segui sozinha para minha aguardada semana em Milão – já já conto como foi! :)) Fica a dica para quem não conhece – dê um jeito de incluir Verona em sua viagem pela Itália!

Baci!

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