16
fevereiro
2017

Como o Kindle entrou na minha vida

Postado por Ana em Livros

Não é novidade para ninguém que sou a maior pagadora de línguas da história da humanidade!

kindlepagalinguaComprei um Kindle poucas semanas depois HAHAHAHA

Eu sou daquelas cheiradoras de livro, sabe? Lembro que em 2005 comprei em junho um livro para começar a usar em Agosto. Eu abria o livro DIARIAMENTE e dava uma cheirada. É grave, muito grave, doutor!

Por isso que sempre disse que sou #TeamLivrodDePapel e continuo sendo. Nunca considerei comprar um Kindle. Até novembro do ano passado. Eu voltei a ler bastante na cama à noite. Isso só foi possível porque praticamente bani meu celular na cama. O problema é que, apesar de eu ter um abajurzinho e meu marido não reclamar que eu o acenda, eu acabava parando de ler antes do que queria para não incomodar, já que o abajurzinho acabava iluminando o quarto como um todo. Ou pior, se eu acordava no meio da madrugada e queria ler, nunca que eu ia ligar meu abajur. Outro motivo é que estou muito numa vibe de literatura clássica brasileira. Trouxe alguns da casa de BH, alguns até para reler, mas como a mala tem limite eles “acabaram” e eu fiquei sem. E é muito mais fácil comprar online do que achar impresso por aqui ou encomendar de livraria do Brasil. Daí comprei um Kindle na Amazon, mais especificamente o Kindle Paperwhite, bem confortável de ler e a bateria dura muito.

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Em qual loja registrar?

O Kindle é o e-reader da Amazon, então lá é que se compra (tem Amazon em muitos países, inclusive Brasil). Assim que comprei na Amazon alemã, levei um susto – registrei meu Kindle na minha conta alemã (que é super bem servida de livros em inglês e alemães mas tem poucos em português) e daí descobri que a disponibilidade de livros muda de um país para o outro. Achei que não ia conseguir ficar pegando meus livros do Machado de Assis, hehehehe Mas durou pouco o susto, porque percebi que tem como ficar migrando de contas quando você quiser um livro de outra loja. Aqui ensina. Espera-se que você tenha um endereço no país onde você quer comprar. Eu geralmente deixo na alemã mesmo, mas se quero um livro brazuca, mudo pra brasileira. Já testei e quando você muda de loja todos os seus livros continuam normais na biblioteca, não somem não! Sei que alguns livros podem ter eventualmente uma proteção extra (por exemplo para comprar um livro X na Amazon americana você teria que usar um cartão de crédito americano). Ainda não tive problema com isso.

É confortável de ler?

Eu achei muito confortável . Sabe quando o livro é grosso e você quer ler deitada de lado , mas fica virando toda hora dependendo da página para melhorar a posição? Isso não existe com o Kindle, já que toda página é a página “boa”. A luz não é como um iPad, é bem mais confortável. Eu nunca consegui ler muito em computador e tenho zero problema com Kindle. Além disso é anti-reflexo, já viu como é difícil ler um iphone na praia? O Kindle você lê em qualquer lugar. Como o meu é iluminado o contraste é muitas vezes melhor que o de um livro normal. E nem precisa ficar ajustando a iluminação, ele faz automaticamente. Além disso, posso aumentar as letras – ainda não sou présbita mas tenho uma astenopia terrível por causa de uma hipermetropia latente. É mais leve que a maioria dos livros e só preciso de uma mão para ler.

E a capinha?

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Ele não vem com capinha e daí é como celular: o céu é o limite. Existem capinhas de todos os estilos. Comprei essa aqui de couro, roxinha. Existem muitas artesanais, umas maravilhosas no Elo7, por exemplo. Eu acho capinha mais do que um fru-fru. A tela não é como de celular, sabe? Tenho impressão que uns grãos grudam nela de vez em quando e não saem com tanta facilidade. E ele fica muito na bolsa, a última coisa que quero é ler em tela suja/arranhada.

E o modelo?

Isso eu pesquisei bastante e me decidi pelo Kindle Paperwhite, pois achei que tinha o melhor custo/benefício. Todos, claro, têm wifi, pois é assim que você acessa os livros que comprou. Apenas o modelo mais simples “Kindle” não tem a opção de comprar com 3g, mas não vi vantagem em ter 3g. Todos os modelos são leves e têm espaço para muitos livros. Muitos mesmo, milhares! Todos atualmente têm função touchscreen. Todos os modelos têm uma bateria que dura muito, no mínimo semanas usando. O modelo mais básico não tem iluminação – isso para mim tira das maiores vantagens, que é ler à noite no escuro sem incomodar ninguém. Para isso, já basta o Paperwhite.
Caso queira ainda mais leve, ou uma bateria que dura meses, ou mais níveis ainda de iluminação (não sei pra quê, a do Paperwhite já é ótima), existem Kindles mais deluxe. Como o Kindle Voyage (a partir de 189,99 euros) ou o Kindle Oasis (288,99 euros). Não custa lembrar que o Kindle não é o único e-reader do mercado, ele é o e-reader da Amazon. Eu tendo a sempre ficar com as marcas gigantes, que têm menos chance de falir um dia e te deixar na mão. Aqui na Alemanha o Tolino é bem popular. E tem zilhões de outros, até a Saraiva no Brasil tem o dela (mas já ouvi falar que é lento).

Como comprar livros?

Você pode comprar diretamenete do seu Kindle acessando a loja. Ou você pode logar na sua conta da Amazon e comprar lá. Ele é sincronizado assim que você entra numa zona wifi.

E o preço? Compro subsidiado ou não!?

Quando eu comprei ano passado, paguei 89 euros no Kindle Paperwhite. Infelizmente os preços subiram uma semana depois. Na hora nem reparei que tinha a opção de comprar subsidiado ou não, ou seja: comprei o mais barato subsidiado sem saber. Como ele foi mais barato, apareciam propagandas – não dentro dos livros, mas quando entra a tela de descanso. Achei que não me incomodaria, mas depois me incomodou sim. Eram sempre as mesmas propagandas, de coisas que eu já tinha até (tipo minha capinha), muitas vezes meio dinâmicas e o pior é que, ao contrário da tela estática normal, para sair da tela com propaganda você tem que deslizar o dedo na tela. Da milésima vez isso cansa, porque o touch screen não é bem perfeito como o de um iphone. Li na internet que era possível pedir para retirarem os anúncios através do formulario de contato na página do Kindle dentro da sua conta da Amazon. Eventualmente, pode ser que te cobrem pra isso, tipo uns 20 euros (seria justo, pois você comprou subsidiado). Mas mandei a mensagem e já removeram meus anúncios quase na hora, recebi uma mensagem que seria “excepcionalmente sem custos”. Mas enfim, funcionou!

ofertasespeciaisPedi e removeram as propagandas na hora

Caso disponível no seu país, melhor então comprar o subsidiado mesmo e pedir para tirar as propagandas , já que tem uma boa chance de você nem pagar por isso. Atualmente o Kindle Paperwhite com Wifi sem 3g custa 119,99 (subsidiado) e 139,99 (preço normal). No Brasil custa atualmente 479 reais o Paperwhite só com Wifi e pelo que vi parece que não existe a opção subsidiada. Me corrijam se eu estiver errada.

Com 3g ou sem?

O Kindle Paperwhite é um dos que dá a opção de escolher com 3g ou não. Sinceramente, eu nunca senti falta de 3g. Ao contrário, eu já acumulo muito mais livros do que dou conta de ler e os pego em casa. A chance de eu precisar imediatamente na rua de um livro novo é muito pequena e não valeria os 60 euros de diferença.

Como tudo na vida, tem vantagens e desvantagens, mas para mim o saldo foi bem positivo.

Vantagens

1) Ninguém vê o que você está lendo – nada pior que curió olhando pro seu livro hahaha
2) Você pode ter vários livros consigo ao mesmo tempo
3) Dá para apoiar o Kindle em vários lugares em que livros normais não se apóiam, no elíptico por exemplo.
4) Dá para selecionar vários tamanhos de letra, espaçamento, margens, fontes
5) O preço costuma ser bem menor que do livro de papel. Muitas vezes bem menor, tipo preço simbólico.
6) Muitos, infindáveis livros são de graça (principalmente os grandes clássicos da literatura)
7) Você pode ler no escuro sem incomodar ninguém (no caso, a partir do kindle paperwhite – eu não compraria sem luz jamais)
8) Muito leve e fácil de carregar pra lá e pra cá. Tenho sempre na minha bolsa e com livro não era assim (só carregava livro se tinha certeza que ia conseguir ler)
9) Dá pra ler em quase qualquer lugar e posição (sem parecer ser bizarro) – fiquei outro dia três horas esperando em pé (a.k.a setor de imigração pós onda de refugiados) e li o tempo todo, se fosse livro normal ia ser pior e acho que ia parecer meio excêntrica.
10) Você compra livros na hora que sentir vontade e já começa a ler imediatamente. Nada de passar vontade.
11) Você pode achar uma palavra/expressão usando a busca.
12) Tem dicionários embutidos: você coloca o dedo em cima da palavra e já aparece o significado. Isso é maravilhoso.
13) Você pode fazer “grifos/hachuras” dos trechos que mais gostar e depois até mesmo obter um resumo de todos, exportar, imprimir!
14) Se você se interessar, pode ver “grifos” populares ao longo de um livro ou mesmo grifos de seus amigos
15) Existe também uma “nuvem” pro Kindle, então você pode acessar sua biblioteca de qualquer computador.

kindletraduzirExemplo do dicionário embutido

Desvantagens

1) Investimento inicial relativamente alto – o Kindle Paperwhite custa quase 500 dilmas-temer no Brasil e 119 euros aqui.
2) A contagem de páginas obviamente não é fixa porque depende do tamanho da letra, entre outros. Vários livros permitem mudar a configuração para você ver em que página você está, mas outros só mostram a porcentagem, tempo estimado ou a tal da “posição” (até agora não entendi bem essa posição).
3) Até por isso a noção de onde você está no livro se perde um pouco, e voltar de uma vez para um capítulo X é mais chato (eu pelo menos sou muito visual com livro e sei exatamente onde encontrar algo que li e gostei).
4) Não se folheia rápido como um livro (mas você pode ir à página X ou pular várias de uma vez)
5) Não tem papel pra cheirar hahahhaa
6) O touch screen é suficiente mas é bem inferior ao de um smartphone – na maior parte do tempo você não nota, mas na hora de hachurar coisas, por exemplo, já é mais chatinho
7) Funciona com bateria, claro, então eventualmente tem que carregar! Mas dura muito.
8) Alguns serviços como o Scribd (que já pago mensalmente para pegar audiolivros) não são compatíveis com o Kindle
9) O carregador que vem é só o cabo USB para carregar no computador. Se quiser carregador de tomada, tem que comprar separado.
10) É mais difícil emprestar livros – no caso, você poderia dar a senha da sua conta Amazon para até 6 amigos acessarem, mas eu não daria a minha! hahaha
11) Apesar de não ser perecível, é eletrônico, né? São produtos que eventualmente ficam ultrapassados, são deixados de lado, dão lugar a outros, etc. Então, apesar de os livros serem teoricamente “para sempre seus”, tenho impressão que de alguma forma serão todos perdidos um dia (tipo foto digital que a gente nunca revela, sabe?). Nada como uma estante de livros coloridos que passarão por gerações…

E vocês, já aderiram? Nunca digam nunca, aprendam com meu erro! :)

Beijos da eterna fã de papel, mas não menos fã do Kindle

26
abril
2016

Projeto: italiano

Postado por Ana em Coisas da Ana, Livros

Sempre que pedi sugestão de posts no snap alguém me pediu pra falar dos estudos de italiano. Achei interessante porque parece que as pessoas se interessam mais pelo italiano do que pelo alemão! Então vamos lá !;) Eu estudei italiano bem irregularmente na vida. Fiz dois semestres de Fundação Torino, depois em algumas épocas empolgava e estudava sozinha com Curso Globo de idiomas, com gramáticas de exercício, etc. Desde 2011 não tinha feito mais nada, então esqueci muita coisa (quando a gente abandona língua em nível básico corre o risco de esquecer tudo). No início do ano passado tomei a decisão de focar no italiano. Trabalhando em tempo integral, vi que não seria uma boa idéia aprender mais de uma língua ao mesmo tempo. “O segredo” para aprender língua mais rápido é estudar um pouco todo dia, que sejam vinte minutos. Resolvi então ser paciente e focar - até lancei o meu objetivo: Exame de Perugia nível C1 em Setembro de 2016. Olha, o prazo não acabou mas acho que fui meio otimista, hahaha.
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Comecei primeiro fazendo Assimil nas longas viagens de trem na época pré-carteira junto com gramática de exercícios. O Assimil é um método feito para auto-estudo, onde você vai adquirindo vocabulário com doses de gramática por repetição, vai assimilando o conteúdo. Ele é realmente muito bom, mas mesmo eu tendo feito tudo como manda o protocolo, inclusive usando flashcards (uso o Anki), ao terminar passei longe do B2 que é prometido na capa, viu? Fiz paralelamente uma gramática de exercícios para assimilar a gramática.

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Procurei muitas opções de aulas particulares, mas nenhuma se adequava ao meu horário, até porque aqui as pessoas tentem a não trabalhar sábado. Em setembro resolvi fazer aulas particulares no skype. Me “encontrei” no italki, que é um site onde você pode praticar de graça se também ensinar em troca ou então contratar professores particulares via skype. O meu primeiro professor era meio novo e bem enrolado, atrasado, por isso após 5 aulas desisti dele. Depois disso, achei a melhor professora de italiano do mundo, na minha opinião. :) E desde então faço com ela uma vez por semana no skype. Paralelamente comecei um curso “em grupo” na Volkshochschule daqui, que frequento terças à noite. Como não posso todos os dias à noite e pra mim tem que ser mais tarde, acabei escolhendo um nível mais baixo que o meu, e sinceramente atualmente frequento pelo lado social da coisa. Gosto dos colegas, gosto dos “eventinhos”, e claro que sempre aprendo algum vocabulário na aula, mas é com certeza a minha pior fonte de aprendizado atualmente. Continuo estudando sozinha diariamente na hora do almoço – povo do trabalho deve me achar meio estranha. Bom, o que não faltam são materiais de exercício para fazer, adoro livros pra treinar vocabulário! Também imprimo as lições que a professora manda, sempre faço as redaçõezinhas de dever de casa, etc.

Eu já falei que gosto de língua, então isso tudo pra mim é um esforço não dolorido. Faço com o maior prazer, acordo feliz sábado cedo pra minha aula, vou cansada pero saltitando pra VHS à noite depois do trabalho. É meio catártico, sabe? Eu desligo de tudo e isso me dá a sensação de que estou fazendo outra coisa da vida. E quando consigo fazer uma consulta em italiano então, morro de alegria. É a recompensa mais palpável atualmente das horas investidas. Mas o caminho ainda é longo! Se eu fosse me avaliar hoje, diria que estou “agarrada” no nível B1 ainda, e pular para o B2 exigirá um esforço ainda maior. Eu acho que subestimei a língua, achei que ia aprender mais rápido – bom, faz parte! Mas o legal está por vir : agora em maio “vou me dar uma ajudinha” e passarei 10 dias na Itália – primeiro irei a um casamento em Verona e depois farei um intensivão de italiano em Milão. Vou adorar compartilhar com vocês, então me sigam no snap ou insta : anacris.lc!

E as leitoras da Itália, que dicas me dão?!

Baci!

11
julho
2013

Bookshelf porn!!

Postado por Ana em Ana de Casa, Livros

Qualquer pessoa razoavelmente letrada gosta muito de ter um cantinho “ajeitado” para os seus livros, não é? Comigo não é diferente, vira e mexe eu me pego admirando os livros aqui em casa. Quando são novinhos eu até fico cheirando. #alouca Não vou ter aquele espação pra uma mega biblioteca na minha casinha de newly wed, mas já dá pra ficar sonhando com esses espacinhos, viu? Porque, acreditem, vou levar MUITOS livros. Aí, querendo ter idéias, descobri este site “Bookshelf Porn“, algo como “pornô de prateleiras de livros“. São fotos e mais fotos de escritórios mundo afora. Fora o nome, que é o máximo, achei legal pra sonhar um pouco. Porque no fim das contas, vou acabar com mais um móvel baratex da Ikea. kkkkkk

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Lindas, né?? Tirando essa do banheiro, que é interessante, mas imaginem o que a umidade pode fazer? haha.. Mudando de assunto, tô indo pro Rio pela primeira vez, acreditam? Mineira fajuta… Me sigam no Insta pra verem minhas fotinhos (@tinabeatles). Cariocas, deixem dicas!

Beijos da bookworm!

11
novembro
2012

Fifty Shades of Grey – o que achei

Postado por Ana em Livros

Já que eu perguntei naquele post se a trilogia “Fifty Shades of Grey” valia a pena, é justo eu dar um feedback também, né? Li o e-book mesmo. Resolvi escrever o que achei do primeiro livro, e depois completo o post com os outros dois, ok? Minha “deusa interior/ inner goddess” (expressão favorita da autora, pelo visto) quer me matar por eu nunca ter feito post semelhantes para outros livros, mas vamos lá.

Em relação às personagens principais (possível spoiler):

Mr. Grey: todo mundo ficava falando na minha orelha que queria um Mr. Grey em sua vida, e eu já digo: sai pra lá, Jaburu. O cara é podre de rico, tem a parte mega-sexual, mas convenhamos: é um basket case. E eu nem me refiro ao lado sado-masô da coisa, é todo o resto, ele é muito esquisito. É controlador, stalker e ciumento (odeio). E eu adoro pessoas normais em minha vida, de complicada já basta eu. :laugh: A autora deixa implícitos traumas de infância para a gente sentir pena dele, mas na minha opinião, isso explica mas não justifica. Tem muita gente com infância difícil por aí e nem por isso é assim. Resumindo: não achei o Grey aquela Coca-Cola toda, mas ganhar um Audi de presente até que não seria mau.

Anastasia Steele: como quase toda mulher, é uma chata de galocha (em termos de relacionamento). Ler esse livro me fez pensar no porquê de existirem tantos homens gays no mundo. Mulheres pensam demais, lêem demais nas entrelinhas. As coisas costumam ser mais simples do que parecem e a gente esquece disso. E a Ana se superou, criava picuinha com tudo, complicada demais, vide o que aconteceu no final do livro (confesso, derramei meia lágrima). Pensando bem, eles se merecem. :laugh:

Apesar de discorrer mal-humoradamente sobre os dois, posso dizer que, surpreendentemente: o livro é bom de ler, ele flui, então não me arrependo de ter gasto meus megabytes com ele. Em defesa da autora, se os dois não fossem malucos/complicados ela não teria com o que encher linguiça não-sexual nesse livro. Ele entretém, eu daria de presente a alguém (amigo próximo, né) e até vou ler os outros dois. Por isso mesmo virou um sucesso mundial. Dostoievsky e Guimarães Rosa nunca iriam estourar desse jeito, faz parte. Se você quiser algo para se erudir, está na categoria errada. A leitura é muito fácil, o nível do inglês é muito inferior a infanto-juvenis como Harry Potter (eu amo HP, aliás). A parte erótica me surpreendeu – eu não esperava que fosse tão pesado, nunca tinha lido algo do gênero. Eu adoraria comentar algumas coisas que julgo muito “irreais” dessa parte erótica, mas é tipo da coisa que só comento com minhas amigas. :laugh: Tirando esse conteúdo “adulto”, o livro é de diálogos adolescentes. Me lembrou muito o Diário da Princesa (li a coleção toda). Taí, a melhor definição que consigo encontrar: Diário da Princesa pornô, com o mocinho rico. Vai dar um bom filme, mas tirem as crianças da sala. :OD

E quem será o Christian Grey no cinema, hein? Muito se especula, mas o boato mais forte até agora fala que será o Matt Bomer. Nada mal, hein?

Para ilustrar o que eu disse acima, me falaram nos comentários que esse ator é gay e foi descartado pela diretora porque tem que ser um ator que goste mesmo de mulher. :laugh: O último cotado então é o Ian Somerhalder. E você aí se perguntando o porquê do Gianecchini não sair do armário …

Obs: isso não é um review (nem resumo da história tem), a intenção foi compartilhar o que achei com quem também já leu o livro. :)

EDIT 1: Fifty Shades Darker
Achei o segundo livro muito pior que o primeiro. Fiquei mais horrorizada ainda com os dois! Só digo que nenhum sexappeal sobrevive em meio a tanta insegurança e ciúmes, de ambas as partes. Cruz credo! Prefiro ilustrar com passagens:

Isso tudo nuns 15 dias de relacionamento. Senta lá, Cláudia. Lá vai uma dica piegas de auto-ajuda: pessoas, nunca precisem de ninguém. Vocês deixarão de ser atraentes e interessantes no dia que precisarem de outra pessoa. Estar com o outro por opção, para completar a felicidade, isso sim é o verdadeiro amor.

Beijos!

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