06
maio
2017

Pesto de aspargos com óleo de macadâmia

Postado por Ana em Ana de Casa

O nome é certamente de receita de gente fresca, hahaha! Mas, vocês sabem, eu obstinadamente procuro aproveitar a época de aspargos ao máximo. E, culturalmente, acho muito mais divertido dançar conforme a música do que brigar com uma sociedade inteira por conta de diferenças culturais. Então, as alemanices? Estou adotando cada vez mais, para fazer a minha vida por aqui a melhor possível! E a loucura por aspargos é uma das alemanices clássicas. :) Pois então, os aspargos aparecem em abril e somem em junho. Depois disso, nada de aspargos frescos mais! Então eu, que mal lembro de ter comido aspargos no Brasil, desde que me envolvi nessa craze, fico tentando aproveitar ao máximo e fazer o máximo de receitas possíveis. Gosto tanto do branco quanto do verde, mas tenho leve predileção pelo último. Uso muito da forma simples, só inteirão acompanhando carnes. Vez ou outra gosto de fazer algo mais criativo.

pestoaspargos1

Essa receita de pesto de aspargos é uma das milhões de receitas de pesto de aspargos existentes. Essa, contudo eu achei mais diferentona por usar estragão e óleo de macadâmia. Peguei na Brigitte (revista alemã) ano passado. A condição sine qua non para gostar dela é gostar do gosto de aspargos e de estragão. Senão é melhor ficar com o pesto normal mesmo. Esta receita tem um paladar de nuances muito sofisticadas! Em minha humilde opinião.

Olha – meu marido ama tudo o que eu cozinho (ou finge bem, hehehehe) mas lembro que essa receita foi a primeira vez que ele lambeu o prato. Literalmente: tinha acabado a porção, daí levantou o prato e passou o linguão. kkkk E ainda raspou o potinho onde estava o pesto, raspou a panela. Ele simplesmente verenou, não parava de repetir o quanto é maravilhosa e eu fiquei me achando! E eu também acho uma delícia. Seria quase um crime não dividir com vocês em plena época de aspargos! ;)

Ingredientes:

pestoaspargosingredientes

300 gramas de aspargos verdes (comprei aqui um maço no Rewe – “Bund” – e usei ele todo)
2 dentes de alho
2 colheres de chá de amêndoas (em lascas)
60 gramas de parmesão, parta em pedacinhos
2 raminhos de estragão (estragon)
2 colheres de sopa de azeite de oliva
5 colheres de sopa de óleo de macadâmia (pode ser de Amêndoa também! Mas sou alucinada com macadâmia e não substituiria njamais. Comprei o óleo de Macadâmia no Alnatura.)
2 colheres de chá de suco de um limão siciliano
Sal e pimenta moída na hora (a gosto)

Essa receita inteira dá para 500g de spaghetti!

Preparo

Corte o terço duro inferior dos aspargos e a cabeça bem rente ao talo e descarte. Lave os talos dos aspargos e leve-os à água salgada fervente por 1 minuto, daí escorra e os passe na água fria para parar o cozimento. Corte em rodelinhas e reserve. Numa frigideira teflonada sem óleo mexa os dois dentes de alho amassados com as amêndoas até ficarem marrom-dourado. Não deixa queimar, senão amarga. Eu deixei levemente dourado, assim:

pestoaspargosamendoafrigi

Depois é só misturar tudo numa cumbuca: aspargos, amêndoas + alho, limão, azeite, óleo de macadâmia, as folhas do estragão, o parmesão. Daí bati com um mixer de mão mesmo, o mesmo que uso para fazer sopa/creme.

pestoaspargospreparo

Daí você tempera com sal e pimenta moída na hora a gosto. Pronto, só isso! É muito rápido. Eu tenho uns potes de molhos Barilla e afins que comprei no passado, daí coloco neles. Rende a quantia abaixo (o da direita é o pote do Barilla pequeno, 190g).

pestoaspargospotinhos

Como servir: acho que pesto combina muito com spaghetti, é a massa que mais “pega” pesto, tenho impressão que as outras meio que parecem estarem meio sem molho! E, ao contrário do que faço com outras massas, eu prefiro já misturar o pesto com o spaghetti na panela em vez de colocar um monte de molho em cima da massa. Eu uso um potinho desse cheio para 250g de spaghetti – isso dá dois pratos fundos cheios, uma refeição para dois adultos. A receita acima inteira dá então para 500g de spaghetti. O pesto da geladeira eu esquento no pote de vidro em banho maria mesmo, só o suficiente para deixar de ser gelado – porque se estiver muito gelado acaba esfriando o macarrão e ninguém merece.

Durabilidade: A durabilidade na geladeira é tipo parecida com um pesto pronto aberto. Talvez uma semana? Se for deixar uns dias na geladeira é bom cobrir um pouco com óleo para durar mais, por isso prefiro guardar em potes de diâmetro pequeno. Para congelar: as receitas tradicionais de pesto dizem para congelar em cubos de gelo. Muita trabalheira na minha opinião. Eu congelo o potinho (não muito cheio) normal mesmo e um dia antes é só deixar na geladeira.

Preço: começando essa receita do zero aqui, você gasta uns 21 euros. Mas isso dá 4 refeições para adultos, saindo pouco mais de 5 euros por cabeça. Ainda vão sobrar os ingredientes (compro o vasinho de estragão, o parmesão vem com 200g e o óleo de macadâmia com 100 mL – custou 8 euros o orgânico-, o spaghetti Academia Barilla 2 euros), então se você repetir a receita barateia mais ainda (dá para fazer mais umas duas a três vezes). Então, comparado com comer fora achei bem em conta. Cinco euros é o preço da pizza do Döner da esquina! :)

Pelo visto criei uma nova tradição: a cada ano, na época de aspargos, vou repetir essa receita. Marido agradece! Espero que vocês amem como a gente amou, mas não se esqueçam: tem que gostar de aspargos e de estragão! ;)

Beijos

30
abril
2017

Como faço a minha tapioca na Alemanha

Postado por Ana em Alemanha, Ana de Casa

Esta dica também serve para hidratar tapioca não-pronta no Brasil, claro (a.k.a Polvilho doce). Já até postei vídeo no YouTube há um século atrás, mas como sei que tem gente que não suporta receita em vídeo (tipo eu kkk), vou postar aqui também. Até porque aprimorei minha técnica em tal forma que acho que a minha tapioca é a melhor do mundo. hahahaha :) Agora em março foi a primeira vez que voltei do Brasil sem trazer tapioca pronta na mala, acreditam? Eu sempre voltava cheia de Tapioca da Terrinha, por achar mais prático e tal. Daí um belo dia, ao comparar pela milésima vez, percebemos que a minha tapioca fresca é muito melhor que a tapioca pronta. Ela fica muito mais crocante e não desperdiço nada! E como eu me acostumei a fazer e fica pronta em dois minutos, nunca mais vou trazer.

tapiocanopratoPronta para ser devorada

Aqui você acha goma de tapioca para comprar em Asia Shops ou lojas internacionais , africanas … Se chama Tapioca Mehl e nada mais é que Polvilho Doce! Eu particularmente prefiro não comprar em Asia Shop porque eles têm MUITO cheiro de incenso e o plástico da tapioca é muito poroso. Vez ou outra parecia que eu estava comendo perfume! Ela geralmente vem nesse saquinho branco ou em um transparente.

tapiocapacote

Vem com 400g e eu pago 1,60 euro aqui na minha cidade. Mas atenção: essa tapioca não vem hidratada e pronta para usar, isso é você que tem que fazer! Você também pode encontrar tapioca na Amazon e – pasmem – lá também tem tapioca da Terrinha para comprar, Brasiiiil! Só que custa 5 euros e, vai por mim, a que você mesmo hidrata fica mais gostosa.

Com a espessura e tamanho que faço, um saquinho desse rende 8 tapiocas! Como atualmente eu só faço na hora porque fica mais gostoso, costumo fazer meio pacote. É inclusive uma vantagem sobre tapioca pronta: não desperdiça, guardo o resto do saquinho aberto e pronto.

Como preparar?

É muito simples: você hidrata a tapioca com água até ela ficar o mais úmida possível antes de entrar no “ponto da loucura“. O “ponto da loucura”(assim batizado pela minha irmã) é quando ela fica meio líquida, meio sólida, tipo assim:

tapiocapontodaloucuraO “ponto da loucura” – você quer antes de ficar assim

Neste ponto você não consegue passar pela peneira nem fazer nada. Mas quanto mais hidratada ela fica, mais crocante e gostosa! A quantidade de água varia com a umidade do ar e temperatura. Eu faço assim: para 1 pacote de 400g adiciono 200 mL de água, ou para meio pacote adiciono 100 mL. Com essa quantidade ela fica geralmente quase ótima. Daí vou adicionando bem pouquinho com minha mão mesmo (tipo, gotas) e misturo desfazendo as bolotas com a mão até ficar o mais úmida possível. Se por acaso passar do ponto e ela ficar molhada de novo, eu adiciono mais pó. Esta dica é importante: você nunca usa 100% da tapioca que tem em casa, sempre deixa um restinho para emergências. Porque se ficar molhada demais, nem reza braba salva! Atualmente nem preciso mais deste respaldo, consigo fazer direitinho, mas ainda assim sempre deixo um pouco – é muito triste jogar a tapioca toda fora e ainda ficar sem!

tapiocaprontaantesdefriO ponto correto: o mais úmido possível antes de virar ponto da loucura

tapiocastepbystep

Outra dica importante é que a frigideira teflonada deve estar bem quente. Eu aqueço no nível 2 (tipo fogo médio) uns minutos enquanto faço café e hidrato. Deixo quente tipo quando vou preparar bife de frango. Daí coloco 3 colheres de sopa numa peneira e passo pela peneira formando a tapioca na frigideira. Eu gosto de tapioca fininha! A frigideira já está quente num nível que assim que formo a tapioca já coloco os ingredientes e ela não quebra. Aliás, tapioca quebradiça ou é porque você não hidratou bem, ou porque a frigideira não estava quente o suficiente! Coloco geralmente queijo, peito de peru e manteiga. Essa combinação é minha preferida, mas o céu é o limite. Vez ou outra meu marido come a dele com “fatias de chocolate” (essas Eszet aqui) e até mesmo com caviar (calma, não somos Rockefellers- é esse caviar barato de 2 euros do supermercado, hehehe ). Eu sempre coloco um pouquinho de manteiga com a colherzinha também, e daí a tapioca já está levantando as bordas e é só dobrar ao meio com uma espátula. Daí é só aproveitaaaar!:)

Tapioca é sempre meu café-da-manhã de feriado e final de semana. Por mim, comia todos os dias, mas prefiro fazer assim, sem a correria do dia-a-dia! Tapioquinha com café com leite, ouvindo música! Eu sou apaixonada pelos pães da Alemanha, principalmente o de semente de abóbora (Kürbiskernbrötchen) e papoula (Mohnbrötchen) mas sinceramente tem séculos que não como porque a tapioca para mim é #1! Uma curiosidade é que comecei a gostar de tapioca aqui. Típico do-contrismo de expatriada! Se é saudável? Tapioca pegou fama de ser fit por não ter glúten. Mas na minha opinião, a única vantagem é porque é fininha e enche. Mas é um carboidrato dos mais simples, derivado direto da mandioca. Geralmente vou para a academia depois, então é ótimo porque dá energia. Ou seja, se quer ser fit, é até melhor comer um pãozinho integral! Ou melhor ainda, omelete! :) Na minha humilde opinião de quem não se importa com glúten …. Eu como porque acho gostoso mesmo! ;)

Espero que aproveitem as dicas!

Beijos

08
março
2017

Meu amigo avocado

Postado por Ana em Ana de Casa, Dieta

Já que mencionei o avocado no post do Panini Low Carb, achei legal compartilhar essa história aqui! :) Não sei se é a idade ou a mudança de país, mas é assustador o quanto meu paladar mudou nos últimos 3 anos. Se considerar os últimos 10 então, vixe, pareço outra pessoa. O pior é que só acrescentei coisas à lista do que gosto, hehehe Podia deixar de amar chips, né? Tomate, água com gás, azeitona(!!!), mais um trilhão de coisas e até mesmo o inacreditável… abacate! Ou melhor, avocado! Já já explico.

avocadohaupt

A minha repulsa a abacate remonta os primórdios da minha existência. Passei anos da infância bebendo uma vitamina de abacate com leite bem docinha com os abacates bem maduros que meu tio trazia do sítio. Ninguém me perguntava se eu queria, já chegavam com um copão enooooooorme com a vitamina. Já aconteceu com vocês de passarem anos comendo uma coisa para um belo dia concluirPOHANNNN eu odeio esse trem, porque fico comendo/bebendo esse trem?“. Tomava no automático um copão e não gostava e no dia que eu percebi isso meio que briguei forever com a fruta. Para terminar, eu tinha uma calça fusô favorita azul aos 8 anos e lembro que fui no churrasco da mãe de uma amiga, tinha um jardim e me ajoelhei para pegar a bola. Ajoelhei num abacate caído meio podre que estava escondido entre as folhas. Ficou uma mancha verde enorme no joelho e isso só me deixou com mais raiva do abacate.

Por isso que jamais, nem em um milhão de anos eu compraria qualquer coisa relacionada à fruta. Só sei que meu marido sempre comprava um cremezinho de guacamole para passar no pão e eu sempre colocava a língua para fora. Acho que um dia por insistência dele e por falta de outra coisa para passar no pão e eu experimentei e … o final da história vocês já sabem. Amei!! E daí entendi tudo: eu tenho problema é com abacate doce e usado em receitas doces E super amo, cada vez mais, abacate em receita salgada. No caso, o avocado. Não é frescura do beautiful people, o nome é diferente mesmo porque o dito “avocado” é uma variedade do abacate. Eu não sabia disso antes e quando via alguém postando que comeu salada com avocado eu pensava “aiiaiiii fala abacate mulher!!“. Vivendo e aprendendo, né? :)

O avocado que compro é o tipo mais comum aqui- aquele de casca bem escura, o HAAS. Ele é bem menor que um abacate normal. No Brasil tem avocado também, mas sei que custa um pouco mais que o abacate grandão. Já aqui, ÓBVIO que não procurei abacate normal porque odeioooo, mas ainda não vi, O avocado orgânico (mais caro) custa uns 2 euros onde compro, se não for orgânico é menos! Gosto de comer puro, fatias em salada, no wrap, no mexicano, guacamole, nossa, qualquer coisa! E o melhor: é saudável. Apesar de ter 10% menos calorias que o abacate tradicional, não é hipocalórico, porque é rico em gordura – então, como tudo, tem que comer com moderação. Mas a gordura é “boa”, monoinssaturada! E ele aumenta a absorção de nutrientes, por exemplo, se você comer com uma salada. E isso vale pro abacate também! O avocado tem ainda mais nutrientes que o abacate e é lotado de potássio! Ele é um grande amigo de dietas low carb! Ah, se não sabe como descascar avocado ou quer dicas de conservação para ele não escurecer rápido veja esse vídeo aqui! :)

Fica a dica – se você também odeia abacate, dê uma chance ao avocado!

Beijos!

02
março
2017

Meu jantar low carb

Postado por Ana em Ana de Casa, Dieta

Olá! Caso queiram uma idéia para secar um pouco pós-comilança carnavalesca, continuem lendo! :) Lembram que eu contei da minha nova rotina de almoço? Eu já estou na 11a. semana com a mesma marmita e, juro, me encontrei! O que ainda não contei é que também tenho feito ~algo semelhante~ à noite. A diferença é que, se o almoço em dia útil não me é prazeroso anyway, a refeição da noite sempre foi minha queridinha. É aquele momento precioso de chegar em casa morta e… descontar na comida! hahahaha Aí é que morava o perigo, aquele sentimento de “ralei tanto hoje, eu mereço!”. É uma cilada, Bino.

O tortuoso caminho até o Panini Low Carb

paninipronto

Para mim o que mais determina meu peso é o que eu como à noite. E quanto mais carboidrato à noite, pior. É tão absurdo que se como uma pizza à noite no outro dia minha barriga triplica, fico toda inchada. Nunca tive o hábito de jantar comida quente, e meu lanche aqui sempre foi pão (aqui geralmente é integral) em suas variadas formas… Eu vinha quebrando minha cabeça, pensando em como poderia me alimentar à noite com menos carboidratos. Teve uma época que fazia hambúrguer de quinoa (misturinha do Alnatura) + salada, mas logo enjoei. Depois partí pro ovo. Olha, eu adoro ovo , mas em contextos diferentes. Cheguei até a comprar clara pasteurizada em garrafas (comprei isso aqui, acreditam? ANA HALTEROFILISTA hahahhahaa ). Daí comia com espinafre, cogumelo …Mas juro, eu peguei um nojo do omelete de claras que nem sei explicar. Eu concluí que precisava então era de uma “base amiga” para eu poder saborear as coisas que costumava comer com pão. Daí um dia, olhando no google, peguei a idéia de fazer um Panini low-carb. A receita pioneira peguei num site que já linko aqui e adoro, o Pitadinha. Acho prático de fazer (gasto 6 minutos no total).

Ingredientes e preparo

paninipreparo
paniniantesdepois

A receita básica é de um ovo, 2 colheres de requeijão (light de preferência) e uma pitada de fermento (Pó Royal). Vi algumas receitas acrescentando parmesão mas acho dispensável, porque não é para comer puro mesmo … Já notei que o fermento não é 100% indispensável não – se não colocar, fica meio chocho, se colocar muito daí ele cresce mais e fica mais mole. Para mim, uma pitadinha é ideal.

Particularidades da Alemanha: Como aqui é difícil de achar requeijão, estava usando Schmelzkäsezubereitung (“Sahne”), que tem em todos os supermercados, e ficava ótimo. Como não é sempre que eu achava o light, acabei experimentando com Philadelphia Creme Cheese Light e deu super certo. Já vi que tem gente que faz com Iogurte Grego, mas como só preciso de 2 colheres ia desperdiçar iogurte, então nunca testei. O pó Royal é o Backpulver mesmo. E ovos eu tenho preferido orgânicos (“Bio”) ou ao menos de frangos criados soltos (“Freilandhaltung”) vi uns filmes do PETA no Youtube e fiquei meio horrorizada, hahaha.

É só misturar com um fouet ou garfo os ingredientes até ficar homogêneo e daí transferir para a forma (de preferência untada). Coloca na temperatura máxima por três minutos no microondas (aqui é 850W). Uma coisa que notei é que a qualidade do Panini é altamente dependente da forma (tamanho) que você usa. O negócio é testar vários tamanhos e ver como você prefere. Se fica mais altinho (forma pequena e funda), ele fica mais fofinho dentro. Como eu prefiro mais durinho, a minha forma preferida é nada verdade um acessório de silicone que veio com minha marmita da Monbento.

paniniformapamA forma que uso – quando unto, uso o PAM

Acho que fica bem fininho assim e tosta rápido e endurece. Com minha forma de silicone dá para fazer sem untar – mas para não ficar nadinha grudado (acaba ficando mesmo depois de lavar na lava-louças) eu dou uma sprayada de PAM. Ele sai do microondas igual uma esponja branca, daí você leva para a frigideira quente (ou tostex) para ficar com carinha de pão.

Tem gosto de ovo?

Sim e não ou, em bom alemão, JEIN! Se você odeia ovo, acho que não é pra você! Na primeira vez que fiz, me pareceu que estava fazendo um omelete. Cheguei a ficar decepcionada! Cheiro, textura e cara de omelete. Mas depois me surpreendi porque realmente não é um omelete. Quando acerto na espessura e deixo ficar bem torradinho, ele fica com cara de pão de forma torradinho mesmo. Só acho o nome meio exagerado – não acho que tem nada a ver com o Panini italiano não, hehe! Muita gente come como um sanduba, dobra (ou faz 2) e põe com recheio dentro. Eu como tipo torrada mesmo, passo uma coisa em cima e pronto. Eu sinceramente adoro ovo e ainda como com coisas diferentes em cima – então o gosto de ovo não é algo que me chama a atenção não. Mas acho que quem tem aversão a ovo (tipo minha irmã) provavelmente não vai gostar muito.

Com o que gosto de comer

paninifavoritosMeu Top 3! Todos compro no Rewe

Eu não fico contando as calorias, só procuro mesmo comer pouco carboidrato à noite. As coisas que mais gosto de passar no Panini são as mesmas que eu gosto de passar em pão: um creme de guacamole (ou guacamole caseiro se tiver tempo), Hummus (Homus) com ou sem pimenta Harissa e queijo de cabra. Esses três compro no Rewe. Mas nossa, coisa para passar em pão/panini não falta, principalmente aqui, o céu é o limite. Exemplos: creme de camarõezinhos, pasta de ovos, aqueles mil produtinhos russos e até esses Caviar-fake para quem gosta.

paniniavocadoUma das minhas combinações favoritas: panini + creme de queijo de cabra + avocado

Veredicto

O hábito do panini low-carb também cultivo há 11 semanas e ele tem tudo para durar muito, porque eu realmente adoro! Como com boca boa e fico querendo é mais, hahaha! Ao contrário do almoço, do qual desapeguei e acho que nem sinto gosto mais, kkkk. A mínima quantidade de carboidratos me faz acordar no dia seguinte sem inchaço na barriga. E, como disse, sempre posso mudar o que passo em cima (mas dos três favoritos não vou enjoar nunca). Recomendo muito testar ao menos, vai que você gosta também! :)

Beijos

18
setembro
2016

Lavar salada na Alemanha e os expatriados de nariz em pé

Postado por Ana em Alemanha, Ana de Casa, Coisas da Ana

Lembro que quando eu era criança, lá em casa lavávamos vegetais com vinagre e creio que assim foi em muitas casas também. E talvez ainda seja assim em muitos lares. Lembro depois de descobrir que o vinagre não era adequado a esse fim. Até mesmo na faculdade lembro de ter reaprendido isso. O hipoclorito de sódio sim, esse em diluição própria poderia matar todas as larvas e microorganismos nocivos à saúde. Este último é o que conhecemos como água sanitária. O seu uso para higienização não só não é errado como é o mais recomendado. É importante que esteja na concentração correta de 2,5% , uma colher de sopa por litro e e que seja de uma marca aprovada por órgãos fiscalizadores .

alface

Ou seja, seguindo as recomendações, você não irá exalar uma fumaça verde que nem no livro “A Testemunha Muda” da Agatha Christie nem estará se condenando a um câncer. Melhor preocupar-se com o desodorante que usa.

Eu sempre preferi comprar soluçõezinhas prontas no supermercado. Lá em BH são muito fáceis de encontrar. São tipo a mesma coisa, uma diluição de hipoclorito de sódio, mas acho mais prático e trazer e de seguir as instruções da embalagem (tipo meia tampinha por litro). Acostumei a trazer garrafinhas com essas soluções do Brasil porque não via aqui algo parecido. Aí, hoje, a três semanas da próxima visita à terra Brasilis, acabou meu estoque e fiquei aqui na dúvida com minha alface. Não tive coragem de usar o equivalente da água sanitária daqui porque não sabia se era própria para esse fim, se tinha algo a mais que a nossa, enfim. E nesse caso, melhor ter certeza, né?

higienizador

Ou seja, eu não vou morrer envenenada se lavar meus alimentos como o Ministério da Saúde propõe. A não ser que haja um plano secreto pra dizimar os brasileiros.

planosecretoPlano secreto do Ministério da Saúde pra dizimar a População brasileira #sqn

A higienização com hipoclorito de sódio a 2,5% é indicada pelo ministério da saúde do Brasil. É a forma que os engenheiros de alimentos indicam. Mas ainda assim, há quem só acredite na Rede Globo, então tó o link pro Jornal Hoje.

hoje

Diferença cultural Brasil e Alemanha

Os alemães, em sua maioria, têm o hábito de lavar vegetais só com água corrente. Em parte, pelo fato de realmente a produção de alimentos ser bem mais controlada aqui, bem como por não ser um país tropical, onde ovos de Ascaris e afins sempre encontram uma dificuldade maior para completar seus ciclos, graças aos meses frios de inverno. Tem a questão cultural também, o apreço por coisas mais naturais possíveis. Conheço alemães que ficam até meio aliviados de descobrirem larvinhas inócuas no alimento e suspiram “ótimo! Significa que não tem agrotóxicos“. Ou como minha sogra que se disse cheateada ao colher uma framboesa sem bicho, pois essa é uma fruta muito amada pelos bichos e “se não tem nenhum, é porque tá lotada de agrotóxicos. Ótimo, não estou aqui para julgar a cultura de cada um e tampouco as preferências que cada um tem para sua saúde!

Toma, distraída

Lá vou eu toda inocente no facebook antes de iniciar meu almoço dominical para pedir dicas de como higienizar minha alface. Tem muita comunidade útil no Facebook, e atualmente o uso só para isso: línguas, receitas e dicas de Alemanha. Entre um trilhão de outros, eu fazia parte de um grupo sobre dicas de limpeza de casa por aqui (que até já citei no blog) mas nunca tinha pedido ajuda. Até porque atualmente eu tenho pouquíssimas dúvidas, me considero uma dona-de-casa nível pro! :) Pois vocês acreditam que meu post pedindo dica de produto similar aos do Brasil para tal fim (e perguntando se o análogo da água sanitária aqui era igual ao do Brasil) começou a virar um show de baixarias? Teve senhorinha mal-educada me mandando “me matar com cloro, então”, assim, de graça. Deixei o tópico rolando até que uma troglodita gratuitamente me soltou algo como “por isso não gostam dos médicos do Brasil“, daí achei por melhor apagar o tópico e me retirar de grupo com gente tão hostil. Lembrei também que meu blog serve pra isso também e sei que tenho muitas leitoras expatriadas queridíssimas que poderiam me dar dicas.

bitchplease

Em menos de uma hora, catei tipo UMA dica dentre um mar de gente horrizada porque eu “ia morrer envenenada“. Algumas outras mais educadas que simplesmente não concordam comigo e fazem como os alemães e lavam só com água corrente. Algumas outras estavam igualmente espantadas com a “minha ignorância”. Sendo que a única coisa que fiz foi educadamente pedir dica de produto. o.O Sério, minha boca foi ao chão.

Porque EU quero higienizar os MEUS alimentos com mais do que água

Até que, para “me defender”, mencionei que minha preocupação não eram larvas mas sim o Toxoplasma. Daí argumentaram que na “Alemanha num tem essas coisas não”. Talvez não saibam que esse protozoário é ubíquo e encontrado em todo mundo. Meus pacientes com toxoplasmose ocular estão aí para provar. Li também a opinião de que isso seria um azar como andar de avião e que o risco é baixo e melhor deixar pra lá. Além de não concordar que o risco seja tão baixo, cada um escolhe os riscos que quer correr. Eu sou suscetível a toxoplasmose, o que significa que meu IgG é negativo e não tem quem me convença a comer uma folha não-higienizada quando eu estiver grávida. Quem teria que cuidar do neném mal-formado, seria, afinal, eu né? Nem todos os riscos são evitáveis na vida, mas o que são e têm a ciência do lado eu vou correr pra que? Também não quero entrar na loteria. Sim, 30% da população mundial é IgG+ pra toxo. Desses, poucos têm um azar de o toxoplasmose ficar reativando, na retina por exemplo. Mas poucos de 30% é gente pra caramba, o que torna sim a toxoplasmose um problema mundial. Você não é obrigado a saber disso, mas daí a fazer chacota com quem sabe? Eu sei que aqui na Alemanha tem menos que no Brasil e o sorotipo costuma ser menos agressivo. Mas tem. Ah, tem sim Senhor. E eu quero continuar me prevenindo e o direito é meu.

toxoscarCoriorretinite por toxo: quem já viu não esquece. Quem tem, muito menos”.

A gentileza mandou um abraço

A questão é: se você só quer lavar seus vegetais com água eu não tenho nada a ver com isso. Acho que de forma geral, temos que todos ser mais tolerantes com a cultura alheia. Sei que tá cheio de gente do Brasil lendo esse post e achando os alemães porcalhões. Sei que se tem alguém bem enraizado na Alemanha, este alguém está me achando exagerada. Sei que nesse meio termo o respeito morreu.

Os expatriados reis da cocada preta

Essa situação me fez observar uma coisa que noto ser meio endêmica- os “expatriados” de nariz em pé. Eles se dividem em duas categorias:

1) Aqueles que estão há mais tempo no país X e por isso meio que se acham donos do país. Só eles podem dar dicas, só eles podem opinar. Sua opinião, verdade absoluta. Verdadeiros PhD em qualquer coisa relacionada ao país e ai de quem discordar. No geral suas frases se iniciam com “eu moro aqui há x anos e …“.

2) Aqueles metidos a besta mesmo, que acham que ficaram melhores que os brasileiros porque moram fora. Que assimilaram alguns aspectos culturais do país onde estão e se voltam com ar de superioridade aos compatriotas. Eu mesma já adquiri vários hábitos daqui, alguns mesmo em termos de futuro como criação de filhos. Mas vocês não me virão enfiando dedo na cara dos brasileiros porque escolhem fazer isso assim ou assado.

Humildade, people, humildade.

Esse post é, no final das contas, para pedir dois tipos de dicas: como vocês higienizam as saladas fora do Brasil (caso não seja só com água) e como vocês fazem para lidar com esse tipo de gente. Desde que eu me mudei, esse blog é também para dividir dicas com quem está em situação parecida – e vocês podem sempre contar com minhas dicas quando eu souber. Pode ter certeza que não vou te julgar nem xingar quando você pedir ajuda. Aliás, quem me segue no Snapchat (anacris.lc) já deve ter notado que vido dando dicas de casa, tem até a série #Ana-de-casa! :))) O importante é nos ajudarmos.

Beijos !

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