21
maio
2017

Ana Pilateira & Yogueira

Postado por Ana em Coisas da Ana, Saúde

2017 está sendo um ano bem especial para mim: é o primeiro ano da minha vida em que eu realmente gosto de fazer atividades físicas. Sempre fiz aqui e ali, por “obrigação“, pensando na saúde e/ou estética (mais nesta, menos naquela). Acho que tudo começou quando passei a observar a seguinte situação: vocês sabem, a população aqui é absurdamente envelhecida. A maioria absoluta dos meus pacientes é idosa, não sendo nada raros os de 90, 100 anos. Comecei a reparar – de forma pessoalmente incômoda – como alguns em seus 60, 65 anos se levantavam e vinham caminhando com apoio, lentamente, curvos, bem dependentes, como velhiiiiiinhos, muitas vezes sem doença ortopédica de base nenhuma! Outros, com 95 anos, se levantavam sozinhos e vinham andando em plena forma física. E pensei: “puxaaaaa, queria tanto ser o tipo de velhinho número 2!!!!!!”.

Sabe, fatores ambientais não são 100% e pode ser que minha genética me condene - ou que os infortúnios da vida nem me permitam ter cabelos grisalhos. Mas sabe? Quero fazer minha parte. Lembro das minhas sobrinhas nenês cantando a música da escolinha “Meu corpiiiinho é um preseeeeente….“. Kkkkkk Mas é por aí mesmo. Meu corpinho é um presente e não acho justo ferrar com ele conscientemente.

pilatesYoga também faço sozinha, no meu quarto

Iniciando o PilatesBeckenboden aktivieren!

Daí, como planejei nas minhas resoluções de ano, me propus a começar aulas de Pilates e quaisquer outras coletivas. O que eu não imaginava é que ia amar tanto o Pilates e que ele sairia puxando várias outras coisas. Eu literalmente prefiro ir lá no domingo do que ficar de bobeira no sofá! Se há qualquer outra oportunidade como feriado, vou uma segunda vez na semana (que é o ideal, mas uma é beeeem melhor que nada). No início foi meio estranho até porque eu era Pilates-Virgin, de forma que até o vocabulário era novo para mim. Eu ficava meio insegura e sempre atrás para copiar as outras alunas, achava as ordens da Prof. muito rápidas. Claro que isso melhorou, aprendi um monte de palavra nova nesse universo e é engraçado que até entrei em uns sites para aprender as expressões em português. Achei isso um ponto positivo – não é em todas as esferas da vida aqui que posso aprender as coisas como um neném, né? :) Comecei a sentir que o alongamento, que tanto desdenhei vida afora, é importantíssimo para a saúde e essencial para eu me tornar uma daquelas velhinhas móveis. A partir daí, vi uma necessidade enorme de fortalecer mais o core e fazer exercícios auxiliares para eu melhorar nos exercícios de pilates: mais alongamento, mais core, e muuuuuito mais musculação. Quero ter um corpo forte para os meus padrões (porque sou franzina). Além disso, veio a vontade de evitar a osteoporose com a ajuda do trabalho muscular: principalmente eu, que não fiz esportes quando criança e quase selei meu destino! Pilates eu faço no solo (na academia) e noto que depende muito do professor, mas no geral as aulas exercitam bem a parte muscular e do core. Quando é um professor mais velhinho ou em sobrepeso, costumam ser mais light. Quando a professora tem braços musculosos pooooode esperar que vem chumbo, hahaha! Das primeiras vezes fiquei muito dolorida depois, o que mostra que alguns músculos andavam “esquecidos”.

Yogão, seleção Und … los lassen!

E daí nesse embalo comecei a experimentar também as aulas de Yoga! Logo eu que já zoei meio mundo por causa de Yoga. Tá, tá, ainda me identifico zero com algumas coisas e já quase tive explosões de riso em aulas, mas gosto dos exercícios. E quando uma mulher soltou um pumzão na aula naqueeeeele silêncio e ainda disse um ENTSCHULDIGUNGGGGG (desculpa)? kkkkkk Mega fisiológico mas MÉC FAZ para não rir? Bom, experimentei vários estilos: Yengar, “Soft”, Ahimsa, Kundalini e Ashtanga. Gostei mesmo desta última que é mais ativa, mas faço a Soft vez ou outra se tive um dia muito estressante (ao contrário do Pilates que dura 1h, as sessões de Yoga na minha academia são de 1h30). O mais legal é que minha professora de italiano deu a dica do canal da Scimmia Yoga! Até empolguei e comprei videocursos e faço 1x por semana uma sessão em casa também! Ela diz para fazer todo dia, mas né, atualmente impossível. Já estou empolgada com os retiros de Yoga que ela oferece. Yoga na Toscanaaaa, já pensou? Pena que já planejei todas minhas férias do ano, mas quem sabe ano que vem? Tudo entrelaçado, comecei a também ficar com umas vontades meio malucas com meu corpo: fazer flexões bem, e até mesmo fazer pull-ups (difíiiiicil, vai demorar, rs) e faz uns dias que estou com um desejo absurdo de plantar bananeira #LOUCA. E para conseguir isso? Dá-lhe bíceps, ombro, tríceps. Tudo pensando no funcional! Não me vejo mais pensando na cova, na baguete e no vão. Mas o interessante da coisa é que a estética vem consequentemente. Quando eu era mais nova eu dizia que eu sabia que o mais importante de esporte é a saúde, mas o que me fazia sair de casa para malhar era a estética! E no fim chutava o balde e não tinha nem um, nem outro. Hoje o que me faz sair de casa no domingo são os pensamentos de saúde que disse antes. Conversava com uma amiga sobre essa mudança de percepção e ela disse que é a idade chegando.…. hahahahaha Sad but true!

E o cardio?

Coisa importantíssima: Pilates e Yoga, apesarem de serem ótimos, em termos de saúde não são suficientes sozinhos … Por mais em forma que o corpo pareça ser, mega torneado e com músculos, são eles – os exercícios aeróbicos – o pilar do condicionamento cardiovascular (atualmente faço elíptico, corrida e ZUMBA FITNESS para divertir kkkkk). Mantém a respiração, coração, pressão, açúcar em ordem. Apesar da enorme ajuda de audiolivros, não os acho a coisa mais divertida do mundo, faço porque sei que são importantes e já tenho 2 fatores de risco para diabetes.

E o tempo? Espere ter filhos…!!!!

Eu sei que nem todo mundo é igual à Juju Norremose e pode ir à academia de manhã, relaxar na massagem e depois voltar pra academia à noite. Eu também não sou assim. Recebo algumas mensagens no Snap (onde posto mais essas coisas) perguntando do tempo, porque a frequência com que tenho feito atividade física realmente parece que não faço mais nada da vida. Eu trabalho em tempo integral, dirijo pelo menos 1h por dia, faço minhas marmitas, limpo a casa, lavo e passo minhas roupas, faço supermercado, skypo com meu pai 30 min diariamente, estudo línguas, tenho marido que ama carinho <3 e ainda estou estudando para uma prova difícil. Só que é uma questão de prioridade mesmo. E organização, claro. Eu li um livro recentemente que conta a seguinte história: um lenhador estava lá com o machado tentando cortar a árvore. Uma, duas, três, dez vezes e nada. Um homem que o observava perguntou: “Por que você não amola o seu machado?”. E ele respondeu “não tenho tempo”!

E é essa mesma percepção que me fez mudar toda a minha relação com a atividade física. Não adianta nada se matar com o resto e ter um corpo fraco. É até mesmo incrível como o condicionamento ajuda nas atividades maçantes do dia-a-dia. A nossa saúde deve estar em absoluto primeiro lugar! Ainda que outras coisas rodem, como o blog por exemplo, kkk! É claro que um planejamento ajuda. Monitorei com um app chamado “Moment” o meu uso de redes sociais e cortei cerca de 90% do uso, para ter mais tempo para essas coisas. Faça o teste, é impressionante quanto tempo se perde com isso. Facilmente aquela 1 hora que te falta para fazer atividade física… Fora isso, eu faço sempre um planejamento semanal por escrito – no domingo eu sei que dias farei o quê. Se eu for deixar para a Ana pós-trabalho decidir, já era. Eu realmente saio do trabalho completamente esgotada. Mas…eu sou minha chefA! Se o chefe manda e você faz, por que você não faz o que você se mandou fazer? E claro, seeeeempre tem aquelas que acham que só quem tem filho é ocupada nesta vida, já repararam? ZzzzZZZzz E ainda te jogam uma PRAGA: “Ah, mas espere ter filhos“. Pois é profetizas do Apocalipse-Bebêzístico, vou fazer meu Pilates em casa com o neném nas minhas costas e esfregar na cara de vocês. kkkkk Brincadeiras à parte – ó que coisa boa, tem horário com babás na minha academia, daí é que vai ser mais um motivo meeeeesmo para eu ir malhar, hahaha Já pensou um tempinho só para mim?! Outra coisa relacionada é que estou usando Pilates + Yoga como pré-projeto do bebê L&C, pois vocês sabem, são esportes ótimos para a gravidez DESDE que já feitos antes dela (e claro, nem todos os exercícios), além do que um abdome forte para parir e braços fortes para segurarem nenê são mega bem-vindos né? HAHAHA

Disclaimer da Pilateira Aprendiz

Claro que não podemos esquecer dos outros aspectos da saúde, bem como consultar um profissional, principalmente se há limitações. Um cuidado importante que estou tendo é ajustar minha Vitamina D para níveis ótimos. Vocês sabem, sofri anos com a carência e deixava meio de lado. E isso me dava um cansaço crônico! E, claro, é vital não fumar e fazer da alimentação-porcaria a exceção e não o hábito durante a semana. Eu amo uma porcaria, mas minha regra em 2017 é comer super bem na maior parte do tempo. Não são as exceções que vão acabar com minha saúde, sabe? O resto é genética e sorte e daí realmente não adiantam os mimimis, mas resiliência. Estou fazendo a minha parte e me sentindo bem assim e no dia do juízo final espero ser absolvida no quesito “FERRROU COM O CORPINHO DE PROPÓSITO?”. :)

Lembram do Projeto Ana Cavala? Claro que aquilo não deu certo! Ele não estava plasmado em nenhum cerne, em nenhuma convicção minha! Eu queria ficar bem no biquini, sei lá. Já hoje, passei dos 30 e nunca me senti tão bem fisicamente! Estou aliás quase completando 12 meses sem nenhum resfriadinho nem nadinha nadinha! :) Isso NUNCA me aconteceu antes, para vocês terem idéia minha mãe me chamava de “Dodói”. E o que não falta é gente expirando vírus na minha cara diariamente, rs. Não estou gostosona dem Hulkzona mas me sinto bem e com grande potencial de melhorar cada vez mais. Uma pena que não dá para voltar no tempo e cochichar essas coisas pra “Ana do Passado”, né?

Quem sabe “minha história” não inspira alguma de vocês?

Beijos e namastê!

13
fevereiro
2017

Três dicas de papelaria e uma de produtividade

Postado por Ana em Coisas da Ana, Fofo

Eu tenho uma forma talvez diferente de usar o instagram – tem o meu “de verdade” onde posto fotos e sigo contas de parentes, amigos, colegas, ou perfis com os quais me identifico muito. Nesse entro quase todo dia. E tenho outras contas que divido por categorias onde não posto nem comento nada, fake mesmo. Tipo um para seguir celebridades e blogueiras – entro tipo uma vez por semana para ver as “boas novas”. E recentemente criei um para seguir perfis de coisas fofinhas – gosto pouco, né? Nesse eu entro quanto tá sobrando muuuuuito tempo, kkkkk! Mas foi assim que mega por acaso conheci o mundo dos “studygrams”. Vocês acreditam que até isso existe, gente? São perfis dedicados a estudos e papelaria. Sei lá como comecei seguindo um monte de conta de língua espanhola, as “opositoras” (que depois finalmente entendi que isso quer dizer “concurseiras”). Era opo-isso, opo-aquilo. Comecei a partir daí a achar uns perfis interessantes, apesar de serem um tanto monótonos (postam sempre as mesmas coisas, fotos de canetinhas e resumos).

emmastudiesPor exemplo, @emmastudiess – se você seguir esse é só ir seguindo as sugestões do instragram e logo se afogará no mundo dos studygrams

Acho que 90% são uns 15 anos mais jovens que eu, mas dizem por aí (no caso, EU DIGO por aí hihihi) que gosto por papelaria não tem idade. Isso tudo foi para explicar como achei meus “novos” artigos de papelaria. Eu também estou tendo que estudar muito para uns objetivos esse ano – e como não sobra muito tempo, estou fazendo o esquema Pomodoro de novo. Não é fácil, gente, “pomodorizar” às vezes minhas únicas 2 horas livres do dia. Mas se tem uma coisa que me ajuda muito e me ENCHE de ânimo são coisas de papelaria. Por exemplo:

Canetinhas Zebra Mildliners

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Essas canetinhas marcadoras japonesas são a sensação dos concurseiros e estudiosos. Tanto que comprei na Amazon para ver “what all the fuss is about“. Elas tem dois lados, um com marcador grosso e do outro tem um marcador fino. Isso não é novidade, eu mesma já tinha umas canetinhas japonesas que comprei em Milão que também têm dois lado. Bom, mas são realmente uma gracinha, cores pastel e tal. Mas confesso que a Stabilo não fica muito atrás não. Até porque agora também existem Stabilos pastel.

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Caderninhos da Staples

O que eu realmente AMEI alucinadamente foram os caderninhos da Staples. Também comprei na Amazon.

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staples3 O mais legal é que você compra e pode montar como quiser. Parece um fichário, mas a diferença é que o “espiral” do meio não abre! As próprias folhas é que têm um esquema de encaixar nele, é muito legal!

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Já vem com 60 folhas, mas comprei refis também, bem como divisórias separadas. Por enquanto os dois que tenho são tamanho A5, mas também tem A4 para vender. Um uso pro italiano e outro para estudos de oftalmo. As folhas são um pouco mais grossas que folha de caderno normal, de forma que a canetinha não marca atrás. Virei muito fã desses cadernos!

Planner

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Em 2015/2016 considerei diversas vezes fazer um bullet journal. Mas daí pensei que seria mais uma coisa para gastar tempo e me torturar no background porque não consigo fazer direito. Mas ao menos ter um planner seria legal. Acabei comprando esse da Mossery por influência dos studygrams. Gostei muito da divisão.

planner2

Mas olha, por mais que esteja adorando ter um planner novamente (principalmente um com a capa personalizada), tem duas coisas que não gostei nele: a capa não é plastificada e já está meio suja. E o pior: veio faltando uma semana de março. Vê se pode!??? Ano que vem vou me organizar e comprar a Brastemp dos Planners: o Filofax. Então a minha dica não é o Planner da Mossery, mas sim um da Filofax, hahaha! Dizer que Filofax é só um planner é sacanagem – dá pra usar de mil formas, como caderno, planner, bullet journal … Já tem um tempo que namoro, já peguei vários na mão, amo, mas sempre pão-durei então ficou pra 2018.

Dica extra sobre produtividade: Recebo mensagens de pessoas me perguntando como consigo fazer “tanta coisa” (eu sinceramente acho que eu poderia melhorar muito ainda). Mas se tem uma coisa que me ajuda muito é sempre planejar a semana seguinte uma semana antes. Óbvio que não planejo tudo, mas planejo sim as coisas que considero como obrigação (nem todas as obrigações são ruins, diga-se de passagem). Deixar nossas decisões pro “acaso” não costuma dar muito certo. Eu começo a semana já sabendo que dias eu irei à academia, o que irei comer, o que irei estudar e quando, e por aí vai … Imagina a Ana recém-saída do trabalho decidindo se vai pra academia ou não? Ou a Ana faminta no supermercado decidindo o que vai comer? Entendem? Talvez vocês gostem de viver mais espontaneamente que eu – e não julgo – mas isso terá o seu preço para a sua produtividade, sabe? Não precisa ter planner pra fazer isso, apenas um pedaço de papel (ou boa memória hehe). Fica a dica!


Beijos!

30
dezembro
2016

5 resoluções de ano novo

Postado por Ana em Coisas da Ana

Ano-novo é aquele sentimento de segunda-feira multiplicado umas 50 vezes! Pelo menos eu sempre resolvo “mudar” algo às segundas e, em maior grau, a cada ano novo. Cada época da vida é diferente. Lembro que durante os anos de escola, abria um caderno novo e pensava “agora, vai!!!”. Mas a verdade é que, à medida que os dias e meses iam passando, a letra ia virando um garrancho e o caderno aquela zona. Nunca tive caderno bonitinho na escola, rs! Mas o lado bom é que aprendi e, depois na faculdade consegui vez ou outra. A vida é assim: a gente tenta, tenta, tenta e uma hora vai!!!

newyearcoroa

Para 2017 tenho, na verdade, cerca de 15 páginas de resoluções, umas mais realistas e outras menos. Algumas já tentei outras vezes e falhei, enfim! Sei que cada uma tem as suas, mas caso queiram ter uma idéia de coisas para mudar, separei 5 resoluções minhas para 2017 para tentarmos realizar juntas – conceitualmente simples mas de potencial impactante!

1) Não usar celular na cama nem à mesa

newyearcel

Isso tenho feito há um tempo, com eventuais falhas, é verdade. Tem alguns efeitos colaterais interessantes: você acaba lendo mais à noite, acaba conversando mais com as pessoas… Até mesmo celular em cima da mesa do restaurante acho que tem que ser abolido – a não ser que estejamos esperando uma ligação importante, não faz o menor sentido!

2) Prestar mais atenção no branding pessoal

Depois conto mais sobre isso, mas em 2016 por acaso eu me interessei por esse assunto. Mas o pior é não coloquei muito em prática o que aprendi – só li muito a respeito. Mas acho que cada um de nós é uma marca, independente do que fazemos, e temos que cuidar dela com carinho. Por exemplo: cuidar da aparência (ao menos um asseio), reclamar menos, não fofocar, mais atenção ao que publica na internet (guilty! Meu twitter é um desastre pro meu branding rsrsrsrs).

3) Ouvir mais música

Durante a maior parte da minha vida eu tinha simplesmente o hábito de colocar músicas para ouvir. Comprava um CD e ouvia até quase furar! Atualmente, a música tornou-se mais um pano de fundo – geralmente ouvida no carro ou enquanto se faz outra coisa. Parece não sobrar tempo para ela. Um domingo há uns três meses coloquei um CD (no caso, era Guns n Roses) para tocar na sala e não fiz nada além de ouví-lo. E pude dessa forma boba recordar da alegria que a música traz e como esse hábito se perde no dia-a-dia. E tenho sempre parado para ouvir algum CD ou mesmo artistas novos – sentada numa poltrona de casa na qual eu não sentava há séculos. :) Então em 2017 quero talvez ver menos Netflix no tempo livre e ouvir mais música!

4) Revelar fotos

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Essa eu já comentei! :) Estava pensando no quanto é imperdoável termos álbuns de fotos dos anos 80 mas não termos dos anos 2010+. A gente tinha que comprar aquele filme Kodak amarelo, enfiar na máquina, fazer mil fotos às cegas, levar para revelar e esperar, pagar caro. E ainda montava o álbum de bom grado. Eu tive meus momentos áureos com scrapbooks de fotos de algumas viagens na época da faculdade, mas depois nunca mais fiz. Chega! Agora vou ter um álbum por ano! Não precisa ter trocentas fotos. Mas o the best of mesmo. Até para lembrarmos do que fizemos e do que aconteceu esse ano. Melhor que só ter registros nos timehops da vida! Comprei para 2017 esse no Amazon e gostei bastante! É grandão, de pregar as fotos (comprei umas fitas adesivas pra foto junto) e dá para escrever, fazer meio scrapbook se quiser!

5) Acumular menos

Eu nunca comprei tão pouca coisa supérflua em minha vida adulta como em 2016! Doei muito mais do que comprei, meu armário e penteadeira ficam vazios, bem arrumados e só com o que preciso. Pensei 10x antes de comprar cacarecos novos. Ficou claro para mim que não preciso de 50 pares de sapatos, 100 esmaltes e 30 calças. E que repetir roupas (limpas hehehe) é tudo de bom! Mas ainda posso fazer melhor e quero, em 2017, acumular menos ainda!

E aí? Gostaram de alguma? Por fim, desejo a vocês um 2017 maravilhoso!

Beijos de Stuttgart

27
dezembro
2016

Meu Natal na Alemanha

Postado por Ana em Alemanha, Coisas da Ana

Aqui o feriado de Natal inclui o dia 26 e devo dizer que fiquei 72 horas comendo sem parar. Daí hoje já voltei à labuta e daquela temida forma que assombra feriados e dias entre feriados: você trabalha o dobro porque o mundo todo está de férias e daí você tem que dar conta de tudo. Não me refiro só aos colegas, mas aos outros profissionais da região. Mas enfim, sobrevivi e estou aqui para contar a história do Natal! :)

Resumão das tradições de Dezembro

O Natal aqui tem muitas particularidades – para começar, todo o mês de Dezembro é cheio de coisinhas natalinas. Tem a Coroa de Advento – em que você acende uma vela por domingo de Advento- eu adoro, mas esse ano só fiquei 1 domingo de dezembro em casa e acabamos não comprando. :(

natalkranzAdventskranz

Tem o Calendário de Advento, onde você abre uma janelinha por dia de dezembro até o Natal e ganha uma surpresa (pode ser chocolate, chá, qualquer coisa). Mandei pros meus sobrinhos mas ainda não chegou em BH, snif! :( Tem o dia de Sankt Nikolaus (06/12), em que ganhamos chocolates (sim, eu ganhei MTO chocolate) geralmente em formato de papai Noel. Tem as festas de Natal de todas as firrrrrmas que, aprendi a duras penas, ao contrário do Brasil, é tipo coisa séria mesmo, não pode faltar! hahahaha Tem os biscoitinhos natalinos, que esse ano não assei porque já tava muita gordice na minha vida e desisti.

natalplatzchenPlätzchen

Tem a incansável troca de presentes. Disso aí não sou muito fã não, mas trocar presente aqui é coisa séria. Nem sempre a gente precisa trocar, acabamos simplesmente recebendo muita coisa também. Tenho aqui, para confirmar, a geladeira cheia de birita que ganhei de pacientes – e altas muito interessantes, coisas típicas de países, tipo um cachação da Polônia. Daí tem os Mercados de Natal também, com souvenirs, comida deliciosa e os famosos vinhos quentes (“Glühwein“, amooo) – infelizmente foram manchados nesse ano pelo que ocorreu em Berlim. Sem querer pagar de Mãe Anacristinah, eu super estava prevendo algo assim, tanto que nem fiz muita questão de ir no Mercado aqui esse ano. E nem deu muito tempo, porque eles fecham 20:30 da noite. Fui um dia, peguei um Glühwein e saí correndo, ainda comentei com meu marido que não me sentia bem em aglomerações nessa época em que estamos vivendo. Devo ser sincera que esperava que fosse ter algo assim na França, pois vira e mexe frustaram planos de atentados nos mercados franceses – mas acabou sendo em Berlim mesmo. Freiburg, em sua rota internacional, cidade muito multicultural – apesar de pequena, não coloco muita fé em sua imunidade não.

Como costuma ser o nosso Natal aqui

Claro que, tal como no Brasil, cada família tem sua tradição, mas pode-se traçar uma tendência geral. A maioria das famílias aqui faz fondue ou raclette na noite do dia 24. Devo dizer que sou fãzona de fondue, não só por ser delicioso mas porque consigo ficar 4 horas comendo sem parar (no nosso caso, tem carne de boi, porco, frango, salmão, bacalhau, camarão e cogumelo – tudo isso para mergulhar no óleo ou numa espécie de sopão fervendo, nham nham nham). Eu prefiro assim porque na ceia normal, faço um prato e já estou satisfeita. Ou, no Brasil, nem isso – ano passado estava tão quente em BH que minha irmã cozinhou maravilhosamente bem e eu não tive vontade de comer nada. Outra coisa típica aqui é que a árvore de Natal é “de verdade” em 99% dos casos, de forma que são montadas um pouco mais tarde – se encontram pinheiros para comprar geralmente a partir da segunda quinzena de dezembro. Elas trazem o dito “cheiro de Natal”, hahaha…

natalarvore

Meus sogros montam no dia 24 e desmontam no dia 06! Ah, costuma ter um dia específico para desovar os pinheiros velhos na calçada. Uma parte que eu amo em passar o Natal aqui é a cantoria. Isso na nossa família, viu, sei que não é em todas. A gente geralmente canta “Oh du fröhliche” e “Stille Nacht” (Noite Feliz). Aqui, a dita “ceia aos moldes brazucas” costuma ser o almoço do dia 25. Mas não é lá muito aos moldes brazucas. Para começar, nunca vi família fazendo peru (pode ser que tenha). Tanto os alemães quanto os meus três professores de italiano acharam muito engraçado quando contei que no Brasil tem peru no Natal. Principalmente os italianos, deram gargalhada. Não consegui entender o porquê, mas imagino que é por não ser uma carne considerada especial. Sei lá! Aqui as mais comuns são pato, ganso ou outra qualquer diferente. Dessas duas aves eu não gosto, credooo detesto ganso – sou mil vezes mais o peruuuuu! Dessa vez tivemos carne de veado – eu sou muito fechada pra carnes, principalmente carnes novas – a de veado foi comível, tipo uma carne boa sim. Mas eu sinceramente sou mais do time dos acompanhamentos.

natalceia

Os acompanhamentos, aliás, foram mais alemães impossível: couve-de-bruxelas, repolho roxo ao suco de maçã, essas bolotas de batata (se chamam Klöße ou Knödel) com molho . Tinha também umas peras com geléia. Aqui, o dia 26 é também feriado e fica todo mundo jiboiando pela casa. Minha sogra, que é típica alemã do pós-guerra, se orgulha em criar novos pratos com os restos dos dias anteriores – e ela faz isso muito bem – estava uma delícia.

Já colocando a resolução em prática

As fotos para ilustrar esse post foram um feliz acaso. Uma das minhas resoluções para 2017 é tirar mais fotos – e revelá-las. Minha câmera principal estava até com teia de aranha, mas peguei e levei. :) Já até comprei o álbum para 2017 na Amazon – não vou revelar centenas de fotos, mas quero algumas que representem bem o ano.

O “culo” do gato

natalgato

Para terminar, tenho que dividir com vocês o que era para ser a “minha foto do Natal 2016″ – falei “tira uma foto minha com a Mitzi”. E daí deu nisso – como diz minha irmã, “só vejo fiofó* nessa foto”.

*a palavra fiofó foi usada aqui como eufemismo para a palavra mais adequada à situação.

E como foi o Natal de vocês?

Beijos

18
setembro
2016

Lavar salada na Alemanha e os expatriados de nariz em pé

Postado por Ana em Alemanha, Ana de Casa, Coisas da Ana

Lembro que quando eu era criança, lá em casa lavávamos vegetais com vinagre e creio que assim foi em muitas casas também. E talvez ainda seja assim em muitos lares. Lembro depois de descobrir que o vinagre não era adequado a esse fim. Até mesmo na faculdade lembro de ter reaprendido isso. O hipoclorito de sódio sim, esse em diluição própria poderia matar todas as larvas e microorganismos nocivos à saúde. Este último é o que conhecemos como água sanitária. O seu uso para higienização não só não é errado como é o mais recomendado. É importante que esteja na concentração correta de 2,5% , uma colher de sopa por litro e e que seja de uma marca aprovada por órgãos fiscalizadores .

alface

Ou seja, seguindo as recomendações, você não irá exalar uma fumaça verde que nem no livro “A Testemunha Muda” da Agatha Christie nem estará se condenando a um câncer. Melhor preocupar-se com o desodorante que usa.

Eu sempre preferi comprar soluçõezinhas prontas no supermercado. Lá em BH são muito fáceis de encontrar. São tipo a mesma coisa, uma diluição de hipoclorito de sódio, mas acho mais prático e trazer e de seguir as instruções da embalagem (tipo meia tampinha por litro). Acostumei a trazer garrafinhas com essas soluções do Brasil porque não via aqui algo parecido. Aí, hoje, a três semanas da próxima visita à terra Brasilis, acabou meu estoque e fiquei aqui na dúvida com minha alface. Não tive coragem de usar o equivalente da água sanitária daqui porque não sabia se era própria para esse fim, se tinha algo a mais que a nossa, enfim. E nesse caso, melhor ter certeza, né?

higienizador

Ou seja, eu não vou morrer envenenada se lavar meus alimentos como o Ministério da Saúde propõe. A não ser que haja um plano secreto pra dizimar os brasileiros.

planosecretoPlano secreto do Ministério da Saúde pra dizimar a População brasileira #sqn

A higienização com hipoclorito de sódio a 2,5% é indicada pelo ministério da saúde do Brasil. É a forma que os engenheiros de alimentos indicam. Mas ainda assim, há quem só acredite na Rede Globo, então tó o link pro Jornal Hoje.

hoje

Diferença cultural Brasil e Alemanha

Os alemães, em sua maioria, têm o hábito de lavar vegetais só com água corrente. Em parte, pelo fato de realmente a produção de alimentos ser bem mais controlada aqui, bem como por não ser um país tropical, onde ovos de Ascaris e afins sempre encontram uma dificuldade maior para completar seus ciclos, graças aos meses frios de inverno. Tem a questão cultural também, o apreço por coisas mais naturais possíveis. Conheço alemães que ficam até meio aliviados de descobrirem larvinhas inócuas no alimento e suspiram “ótimo! Significa que não tem agrotóxicos“. Ou como minha sogra que se disse cheateada ao colher uma framboesa sem bicho, pois essa é uma fruta muito amada pelos bichos e “se não tem nenhum, é porque tá lotada de agrotóxicos. Ótimo, não estou aqui para julgar a cultura de cada um e tampouco as preferências que cada um tem para sua saúde!

Toma, distraída

Lá vou eu toda inocente no facebook antes de iniciar meu almoço dominical para pedir dicas de como higienizar minha alface. Tem muita comunidade útil no Facebook, e atualmente o uso só para isso: línguas, receitas e dicas de Alemanha. Entre um trilhão de outros, eu fazia parte de um grupo sobre dicas de limpeza de casa por aqui (que até já citei no blog) mas nunca tinha pedido ajuda. Até porque atualmente eu tenho pouquíssimas dúvidas, me considero uma dona-de-casa nível pro! :) Pois vocês acreditam que meu post pedindo dica de produto similar aos do Brasil para tal fim (e perguntando se o análogo da água sanitária aqui era igual ao do Brasil) começou a virar um show de baixarias? Teve senhorinha mal-educada me mandando “me matar com cloro, então”, assim, de graça. Deixei o tópico rolando até que uma troglodita gratuitamente me soltou algo como “por isso não gostam dos médicos do Brasil“, daí achei por melhor apagar o tópico e me retirar de grupo com gente tão hostil. Lembrei também que meu blog serve pra isso também e sei que tenho muitas leitoras expatriadas queridíssimas que poderiam me dar dicas.

bitchplease

Em menos de uma hora, catei tipo UMA dica dentre um mar de gente horrizada porque eu “ia morrer envenenada“. Algumas outras mais educadas que simplesmente não concordam comigo e fazem como os alemães e lavam só com água corrente. Algumas outras estavam igualmente espantadas com a “minha ignorância”. Sendo que a única coisa que fiz foi educadamente pedir dica de produto. o.O Sério, minha boca foi ao chão.

Porque EU quero higienizar os MEUS alimentos com mais do que água

Até que, para “me defender”, mencionei que minha preocupação não eram larvas mas sim o Toxoplasma. Daí argumentaram que na “Alemanha num tem essas coisas não”. Talvez não saibam que esse protozoário é ubíquo e encontrado em todo mundo. Meus pacientes com toxoplasmose ocular estão aí para provar. Li também a opinião de que isso seria um azar como andar de avião e que o risco é baixo e melhor deixar pra lá. Além de não concordar que o risco seja tão baixo, cada um escolhe os riscos que quer correr. Eu sou suscetível a toxoplasmose, o que significa que meu IgG é negativo e não tem quem me convença a comer uma folha não-higienizada quando eu estiver grávida. Quem teria que cuidar do neném mal-formado, seria, afinal, eu né? Nem todos os riscos são evitáveis na vida, mas o que são e têm a ciência do lado eu vou correr pra que? Também não quero entrar na loteria. Sim, 30% da população mundial é IgG+ pra toxo. Desses, poucos têm um azar de o toxoplasmose ficar reativando, na retina por exemplo. Mas poucos de 30% é gente pra caramba, o que torna sim a toxoplasmose um problema mundial. Você não é obrigado a saber disso, mas daí a fazer chacota com quem sabe? Eu sei que aqui na Alemanha tem menos que no Brasil e o sorotipo costuma ser menos agressivo. Mas tem. Ah, tem sim Senhor. E eu quero continuar me prevenindo e o direito é meu.

toxoscarCoriorretinite por toxo: quem já viu não esquece. Quem tem, muito menos”.

A gentileza mandou um abraço

A questão é: se você só quer lavar seus vegetais com água eu não tenho nada a ver com isso. Acho que de forma geral, temos que todos ser mais tolerantes com a cultura alheia. Sei que tá cheio de gente do Brasil lendo esse post e achando os alemães porcalhões. Sei que se tem alguém bem enraizado na Alemanha, este alguém está me achando exagerada. Sei que nesse meio termo o respeito morreu.

Os expatriados reis da cocada preta

Essa situação me fez observar uma coisa que noto ser meio endêmica- os “expatriados” de nariz em pé. Eles se dividem em duas categorias:

1) Aqueles que estão há mais tempo no país X e por isso meio que se acham donos do país. Só eles podem dar dicas, só eles podem opinar. Sua opinião, verdade absoluta. Verdadeiros PhD em qualquer coisa relacionada ao país e ai de quem discordar. No geral suas frases se iniciam com “eu moro aqui há x anos e …“.

2) Aqueles metidos a besta mesmo, que acham que ficaram melhores que os brasileiros porque moram fora. Que assimilaram alguns aspectos culturais do país onde estão e se voltam com ar de superioridade aos compatriotas. Eu mesma já adquiri vários hábitos daqui, alguns mesmo em termos de futuro como criação de filhos. Mas vocês não me virão enfiando dedo na cara dos brasileiros porque escolhem fazer isso assim ou assado.

Humildade, people, humildade.

Esse post é, no final das contas, para pedir dois tipos de dicas: como vocês higienizam as saladas fora do Brasil (caso não seja só com água) e como vocês fazem para lidar com esse tipo de gente. Desde que eu me mudei, esse blog é também para dividir dicas com quem está em situação parecida – e vocês podem sempre contar com minhas dicas quando eu souber. Pode ter certeza que não vou te julgar nem xingar quando você pedir ajuda. Aliás, quem me segue no Snapchat (anacris.lc) já deve ter notado que vido dando dicas de casa, tem até a série #Ana-de-casa! :))) O importante é nos ajudarmos.

Beijos !

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